Articles Tagged ‘Centro Budista Tibetano Kagyu Pende Gyamtso’

01 - Introdução


Tradução: Letícia Bortolon

Duração: 1h20min

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PRÓLOGO

 Namo Buddha Bodhisattvaya

Contido em A Essência de Ambrosia (Néctar): O Manual de Instruções para os Estágios no Caminho dos Três Tipos de Pessoas para se Entrar no Ensinamento Budista.

Homenagem às Três Jóias.

Tendo me curvado para o Lama que detém as três linhagens
Que brilha com as jóias de qualidade excelente
Eu explicarei agora o supremo caminho do grande veículo,
O significado do principal tratado escrito pelo mestre Atisha.

[O que é apresentado aqui é o caminho, muito meditado por todos os seres nobres dos três veículos através dos três tempos, os budas, bodhisattvas, realizados solitários e ouvintes, o caminho por eles seguido para alcançar o nível supremo de liberação e onisciência. Estes métodos espirituais são conhecidos coletivamente como "Os Estágios Sucessivos que Introduzem o Aspirante aos Ensinamentos de Buda." A eles também se refere como "O Caminho Graduado para os Três Tipos de Pessoas," "O Caminho Graduado para a Iluminação," ou "Introdução ao Grande Veículo."]

Este texto tem três sessões principais:
1) Confiando no mestre espiritual, a raiz de todos os caminhos;
2) Os estágios no caminho para treinar os três tipos de pessoas através de contemplações; e
3) Como aplicar estes ensinamentos para a realização da iluminação última.


 

 

 

01 - Os Três Veículos

Ensinamentos ministrados por I Kalu Rimpoche em Samye Ling (Escócia), em 1983. 

O audio está na íntegra e sem cortes, com a voz do próprio Rimpoche, em tibetano e com a tradução em inglês. O registro histórico foi disponibilizado pelo Lama Trinle Künkyab, do KPG. Que essa oportunidade possa prover uma referência para comparar com intepretações feitas posteriormente, de qualidades variadas. 

01. A Vida do Buda

gotamabuddhaNeste domingo, tiveram início os ensinamentos em audio ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda.As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: Contexto histórico e cultural da região; informações sobre a família do Buda; histórias sobre o nascimento do Buda.

Duração: 1h18min

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01. Gampopa - Biografia e Introdução a sua obra

gampopaEnsinamentos em audio ministrados por Lama Wangdu sobre a vida de Gampopa e sobre O Precioso Ornamento da Liberação,  um dos principais textos de estudo utilizados no KPG.

Também foram feitos comentários sobre outra grande obra: As Instruções de Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremotexto que vem sendo estudado e traduzido para o português pelos amigos do Palden Shangpa São Paulo.

Duração: 1h11min

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01. Lojong - Introdução

 Lojong - O treinamento da mente em 7 pontosNeste domingo, tivemos a oportunidade de ouvir os ensinamentos ministrados por Lama Pelmo sobre o livro Lojong - O Treinamento da mente em 7 pontos, de Tchekawa Yeshe Dorje com comentários de Jamgöon Kongtrül. (clique aqui ou na imagem para baixar o texto)

Esses ensinamentos, em versos concisos, são a essência do Mahayana. Graças a sua prática desenvolvemos a capacidade de transformar as dificuldades cotidianas em possibilidades para o nosso desenvolvimento na Via para o Despertar  fazendo  descobrir em nós mesmos um grande amor e compaixão.

Duração: 1h11min

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02 - As Causas Interdependentes

Ensinamentos ministrados por I Kalu Rimpoche em Samye Ling (Escócia), em 1983. 

O audio está na íntegra e sem cortes, com a voz do próprio Rimpoche, em tibetano e com a tradução em inglês. O registro histórico foi disponibilizado pelo Lama Trinle Künkyab, do KPG. Que essa oportunidade possa prover uma referência para comparar com intepretações feitas posteriormente, de qualidades variadas.

02 - Contemplação 1

 Tradução: Augusto Ornellas
 Duração: 1h28min
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Contemplação 1: Confiando em um Mestre Espiritual, a Raiz de Todos os Caminhos

Para familiarizar-se com as características de um mestre espiritual, e para se desenvolver a capacidade de sinceramente escutar a um, siga estes passos durante a sessão de meditação: observe a conduta apropriada de se proceder a meditação sentando-se com as pernas cruzadas, endireitando a sua postura, e assim por diante. Foque a sua atenção nos budas e bodhisattvas que preenchem a expansão do espaço. Recite uma prática de homenagem ou uma prece de oferenda completa ou abreviada como preliminar, seguida da recitação da Prece de Sete Ramos da “Prece de Aspiração de Samantabhadra”, três vezes refletindo sobre o seu significado. Em seguida, no céu a sua frente, visualize um incontável número de budas e bodhisattvas. Diretamente no céu à sua frente, visualize o seu lama raiz, rodeado por todos os lamas da linhagem.
Suplique fervorosamente a eles com a seguinte prece:

Budas e bodhisattvas do universo,
E o lama perfeito, meu bom e verdadeiramente virtuoso mestre:
Por favor, vejam-me e abençoem-me
Por favor pacifiquem minhas faltas completamente
Por favor despertem a genuína compreensão dentro de mim.
Por favor dissipem todos os obstáculos à prática do caminho Mahayana.

Depois de pedir desta forma, faça oferendas visualizadas (para o campo de acumulações à frente). Os lamas raiz e da linhagem então entram pelo topo da sua cabeça e repousam em um local de luz no seu coração. Imagine que os budas e bodhisattvas desaparecem na talidade (a verdadeira natureza dos fenômenos). Dedique o mérito usando os versos que se seguem:

Possam as raízes da minha prática virtuosa
se tornarem a causa para se alcançar o nível da budeidade
para o benefício de todos os seres sencientes.

Ou:

Por esta atividade virtuosa,
Possam todos os seres, de maneira perfeita,
reunir mérito e sabedoria,
E obter os dois estados sagrados
Nascidos do mérito e da sabedoria.

Entre as sessões de meditação não examine o lama por suas faltas, reflita apenas nas suas boas qualidades. Reflita da forma que se segue:

Eu não tive a oportunidade de verdadeiramente encontrar o Buda (Shakyamuni) 
Mas a compaixão de todos os budas que existiram através do tempo encarnou.

Peça que estes três obstáculos possam ser dissipados. As instruções acima harmonizam a sequência da visualização.

A segunda seção deste texto, os estágios no caminho para o treinamento dos três tipos de pessoas através de contemplações, tem três seções:

1) treinamento nos estágios comuns para pessoas com capacidade menor;
2) treinamento nos estágios comuns para pessoas com capacidade intermediária; e
3) treinamento nos estágios extraordinários para pessoas de grande capacidade. 


 

02. A Vida do Buda

gotamabuddhaSegunda parte dos ensinamentos em audio ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda. As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: Mais informações sobre o contexto histórico e cultural da região; infância, juventude, formação e casamento; os quatro encontros; a renúncia em busca da liberação.

Duração: 1h33min

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02. Lojong - Primeiro e Segundo Pontos

 Lojong - O treinamento da mente em 7 pontosNeste domingo, tivemos a oportunidade de receber os ensinamentos ministrados por Lama Pelmo sobre o livro Lojong - O Treinamento da mente em 7 pontosde Tchekawa Yeshe Dorje com comentários de Jamgöon Kongtrül. (clique aqui ou na imagem para baixar o texto)

Esses ensinamentos, em versos concisos, são a essência do Mahayana. Graças a sua prática desenvolvemos a capacidade de transformar as dificuldades cotidianas em possibilidades para o nosso desenvolvimento na Via para o Despertar  fazendo  descobrir em nós mesmos um grande amor e compaixão.

Neste domingo, Lama Pelmo apresentou o Primeiro Ponto: O Corpo da Prática, abordando os seguintes tópicos:
- Bodhicitta última e relativa;
- A natureza dos fenômenos;
- Instruções para as sessões e as intersessões;
- A importância da aplicação;
- Tonglen

Duração: 1h27min

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03 - Contemplações 2 a 4

 Tradução: Augusto Ornellas
 Duração: 1h19min
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Treinamento nos Estágios Comuns para a Pessoa Menos Capacitada

Existem muitas instruções sobre este tópico decorrentes de várias tradições de práticas. Mesmo na nossa tradição, que é baseada nas gloriosas instruções orais do Senhor Atisha, há várias versões.
Algumas versões começam com a contemplação no sofrimento da existência cíclica. Algumas começam com a explicação do carma. Algumas começam com a explicação da dificuldade de se obter uma vida humana com suas liberdades e dádivas. Muitas começam com a contemplação da impermanência e da morte. Apesar destas variações existirem todas elas chegam a um mesmo ponto - não há discrepância no significado. Porém a mais conhecida das apresentações começa com a contemplação na dificuldade de se obter um corpo humano com suas liberdades e dádivas porque esta é uma boa fundação/base para a meditação na impermanência. Ao começar com a meditação sobre a impermanência corre-se o risco do praticante pensar: “Na verdade eu nunca existi no sentido absoluto, portanto apenas este momento é real. Então posso muito bem me divertir”. Por isso nós usaremos a seguinte ordem:

1 - A contemplação na dificuldade de se obter a preciosa vida humana que é livre e bem dotada;

2 - a contemplação na morte e impermanência;

3 - a contemplação no sofrimento dos reinos inferiores;

4 - a contemplação nas causas e efeitos das ações.


 

Contemplação 2 - A dificuldade de se obter a preciosa vida humana que é livre e bem dotada

Faça prosternações e oferendas e recite a prece de Sete Ramos como feito anteriormente. Suplique de forma breve, como explicado anteriormente. Depois cuidadosamente examine a sua situação - seu corpo, sua casa, posses, ambiente e assim por diante - e reflita:

Uma vida humana como esta que eu obtive será difícil de acontecer no futuro, então eu nåo vou desperdiçá-la com atividades sem sentido. Eu devo usá-la a serviço do dharma (esta reflexão básica deve persistir durante toda a meditação). 

Brevemente:
Seres do inferno, fantasmas famintos, animais, bárbaros, deuses de vida longa, aqueles de visão distorcida, pessoas que não conhecem Buda e mudos - estes são os oito estados desfavoráveis.

Seres nascidos nos reinos inferiores experimentam miséria inevitável porque seus corpos são suportes extremamente pobres para suas atividades religiosas, eles tem raras oportunidades de praticar. Mesmo os deuses do reino dos desejos são distraídos devido ao seu apego aos prazeres dos sentidos. Os deuses do reino com e sem forma são na maior parte intoxicados com o êxtase do transe, então eles não tem a bem-aventurança de escutar os ensinamentos. O corpo dos semi-deuses - até mesmo mais do que os deuses do reino dos desejos - é um suporte pobre, comparável ao corpo de um animal. Um ser que nasce em um mundo onde não veio nenhum Buda, ou aquele que nasce como um bárbaro em uma região longínqua onde os habitantes são ignorantes sobre o budismo, não tem a chance de praticar. Os reinos onde um Buda veio e os lugares onde o budismo se espalhou são poucos. Mesmo aqueles nascidos em um país onde o budismo se espalhou podem desenvolver visões pervertidas e aversão ao dharma, ou eles podem nascer sem a capacidade intelectual de compreender quais ações devem ser abandonadas e quais devem ser adotadas. Estas pessoas também não tem a bem-aventurança de praticar o dharma. Neste momento obtive um corpo livre destas oito condições desfavoráveis e assim tenho a habilidade de praticar o dharma.

Colocando todas as dez dádivas em versos:

Nascer humano, no centro, faculdades plenas,
Karma não corrompido e com fé.
O Buda veio, ensinou o Caminho;
Os ensinamentos sobreviveram, com muitos seguidores;
Existem aqueles que tem um coração amoroso com relação
aos outros.

De forma geral eu nasci humano. Em particular nasci em um país central onde o budismo se espalhou. Mais especificamente eu nasci com as minhas faculdades completas de forma que eu sei o que adotar e o que abandonar. E além disso eu não tenho sido seduzido por visões pervertidas. Eu não tenho cometido nenhuma ação extremamente maléfica como os cinco atos de consequência imediata e tenho fé em uma fonte apropriada - os ensinamentos sagrados e as regras de disciplina. Assim, as cinco dádivas internas estão completas. Além disso Buda já veio a este mundo. Ele já deu os ensinamentos sagrados. Seus ensinamentos não diminuiram e sim floresderam. Neste momento há tantas pessoas novas começando a praticar o budismo. Existem tantos patrocinadores, movidos por sua bondade amorosa com relação aos praticantes do dharma, dando a eles alimento, roupas e necessidades. Este é um tempo no qual os recursos necessários para apoiar a prática do dharma estão disponíveis. Assim as cinco dádivas exteriores estão completas. Coisas assim, como um corpo que é livre dos oito estados desfavoráveis e repleto das dez dádivas, são extremamente difíceis de se obter. Portanto eu devo me engajar na prática do dharma agora.

Contemplar desta forma repetidamente, relembrando as razões pelas quais o corpo humano é tão difícil de se obter. No final da sessão de meditação dedique o mérito à iluminação, como descrito anteriormente.

 Contemplação 3 - A probabilidade de se renascer humano

Para esta comtemplação as preliminares e a conclusão são as mesmas explicadas anteriormente.

Entre todos os seres sencientes, aqueles que vivem nos reinos inferiores são extremamente numerosos e aqueles nascidos nas existências elevadas são muito poucos. É como comparar o número de grãos de sujeira que cobrem a terra e as partículas de poeira que existem sob a unha. Ou eu poderia considerar que o número de seres nos infernos é o mesmo que o de átomos que compõe a terra, então o número de fantasmas famintos seria como os flocos de neve em uma nevasca; o número de animais aquáticos seria igual aos grãos de cevada em um tonel de malte; e os animais terrestres ocupariam cada montanha, vale e espaço da terra. Se olharmos para estes exemplos parece pouco possível renascer como um deus ou humano. Um renascimento humano é o menos provável de todos. E humanos nascidos na terra são particularmente raros. Quanto a nascer humano e praticar o dharma – é quase impossível. Considerando tudo isso devemos definitivamente resolver nos dedicar à prática do dharma!

Mas porque um renascimento humano é tão difícil de se obter? De todas as criaturas viventes, muitas tem a tendência a agir prejudicialmente. Em geral muito poucas executam atividades virtuosas. E mesmo entre aquelas que o fazem, muito poucas mantém a disciplina moral necessária para tornar possível um renascimento humano. Assim, um renascimento humano é difícil de se obter. Além disso é preciso acumular uma grande quantidade de mérito para se consolidar as dez dádivas e encontrar os ensinamentos, uma situação onde eu posso fazer isso é muito difícil de encontrar. Mas agora eu, por causa do meu kharma prévio, neste momento e nesta circunstância afortunada, acumulei mérito suficiente para obter um corpo humano com todas as liberdades e dádivas. Eu devo me empenhar na prática do dharma agora!

 Contemplação 4 - Porque esta vida humana é importante

Neste ponto, vários outros textos incluem uma sessão chamada "compreendendo a dificuldade de se obter umrenascimento humano a título de exemplo." Já que esta seção apresenta simplesmente exemplos de quão rara é a vida humana, parece desnecessário neste caso considerá-la como uma contemplação separada em si.

As preliminares e conclusão para esta contemplação são as mesmas de antes. Depois das preliminares, reflita nas razões pelas quais um renascimento humano é difícil de se obter como explicado acima.

Neste tempo excepcional eu obtive uma vida humana que é extremamente difícil de se conseguir, assim eu devo compreender o grande significado desta vida. Se eu quero viver com a abundância de conforto mundano e felicidade de uma vida para a próxima, eu posso alcançar isso sem esforço confiando neste corpo humano. Se eu quero alcançar a liberação do ciclo da existência, a iluminação de um ouvinte ou realizador solitário, eu posso fazer isso agora sem muita dificuldade. Mesmo que eu queira alcançar a iluminação plena e completa, seria mais fácil fazer isso neste momento. Mas, se eu não tivesse obtido um corpo humano como este, como eu poderia até mesmo falar de liberação ou budeidade? Eu não teria nem idéia de como alcançar até mesmo um aspecto do conforto mundano. Assim, neste momento, eu devo assimilar o significado essencial da vida. Se, ao invés disso, eu passar esta vida humana que eu obtive apenas esta única vez em atividades sem sentido, isso seria um tremendo desperdício. Em o “Guia para o Modo de Vida do Bodhisattva” de Shantideva é dito:

"Se, tendo obtido liberdade como esta,
Eu não praticar ações virtuosas,
Não poderia haver pretensão maior.
Não poderia haver estupidez maior."

Desperdiçar esta vida humana é enganar a mim mesmo(a)! é como viajar para uma ilha do tesouro e retornar de mãos vazias. Este corpo é um extraordinário suporte que pode me trazer qualquer coisa extraordinária que eu deseje e eu o obtive apenas esta vez. Se eu não fizer nada e ao contrario deixá-lo escorregar pelos meus dedos: isso será minha própria falta. Anteriormente eu o deixei ir para o lixo, à partir deste dia eu não desperdiçarei nem um momento, eu praticarei assiduamente o dharma.

 Contemple desta forma repetidamente

Além disso se eu pensar que os confortos e atividades desta vida são considerações importantes, eu deveria me lembrar que mesmo em um contexto mundano, a experiência de um conforto a longo prazo requer um sacrifício temporário do tempo livre e da diversão por alguns dias ou meses para se trabalhar a fim de alcançar esta eventual segurança. Da mesma forma se eu quero alcançar a felicidade permanente que perdura por todas as vidas, é necessário abrir mão do apego a esta vida e trabalhar a prática espiritual. É dito que:

"Esta vida humana com suas liberdades e dádivas
É muito difícil de se obter.
Se você encontrar uma vida significativa,
Mas não fizer bom uso dela,
Como você receberá este presente perfeito novamente?"


 

03 - Linhagens e Transmissões

Ensinamentos ministrados por I Kalu Rimpoche em Samye Ling (Escócia), em 1983. 

O audio está na íntegra e sem cortes, com a voz do próprio Rimpoche, em tibetano e com a tradução em inglês. O registro histórico foi disponibilizado pelo Lama Trinle Künkyab, do KPG. Que essa oportunidade possa prover uma referência para comparar com intepretações feitas posteriormente, de qualidades variadas.

03. A Vida do Buda

gotamabuddhaTerceira parte dos ensinamentos em audio ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda. As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: A renúncia em busca da liberação e o caminho espiritual.

Duração: 1h39min

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03. Gampopa - A Preciosa Guirlanda 1 - As Dez Causas de Lamentação

gampopaAs Instruções de Gampopa
A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo

Conforme havíamos anunciado, é com grande satisfação que disponibilizamos o primeiro capítulo desse livro maravilhoso “A Guirlanda Preciosa do Caminho Supremo”, do Gampopa, com os respectivos comentários do Khenpo Khartar Rimpoche. (Clique aqui para baixar o texto)

Lama Uangdu 


NAMO RATNA GURU

A conduta perfeitamente pura é o ornamento dos Lamas da preciosa Linhagem Kagyüpa. São eles que liberam do oceano de terror, o Ciclo das existências, tão difícil de atravessar.

Tomo refúgio, prosternando-me diante dos Santos Lamas da imaculada Linhagem da Prática. Suas vastas aspirações perduram e realizam-se espontaneamente e as ondas de sua graça são inesgotáveis como o grande oceano.

Concedam-me sua graça!

Tendo mantido por muito tempo em minha mente as palavras originárias desses Lamas Kagyüpas, compus essa guirlanda preciosa do caminho supremo, essas instruções que me são caras e que destino aos afortunados ligados à mim: meus discípulos diretos e aqueles da Linhagem.

AS DEZ CAUSAS DE LAMENTAÇÃO - Capítulo 1

O texto

Aqueles indivíduos que aspirarem alcançar a liberação e a omnisciência da budeidade devem, desde o início, relembrar as dez causas de lamentação:

1. Engajar esse corpo humano puro, difícil de obter, em ações não virtuosas e negativas é lamentável.

2. Esse corpo humano puro, (dotado) das (8) liberdades e (10) aquisições, difícil de obter, deixá-lo perecer em ações mundanas em desconformidade com o dharma, é lamentável.

3. Nesta época degenerada, desperdiçar essa breve existência humana com atos insensatos, é lamentável.

4. Deixar a mente em si, cuja natureza é o dhamakaya livre de fabricações, afundar na lama das confusões do samsara é lamentável.

5. Deixar o santo lama, que guia ao longo do caminho antes de alcançar o despertar, é lamentável.

6. Deixar que esse barco, os votos e compromissos que permitem alcançar a liberação, sejam destruídos pelo poder das circunstâncias, paixões e da desatenção é lamentável.

7. A realização e a experiência alcançadas pela graça do lama, deixar esvaírem-se pela selva das ações mundanas é lamentável.

8. Vender as profundas instruções orais dos mestres realizados aos profanos, indignos de recebê-las, é lamentável.

9. Todos os seres sencientes, que foram nossos bondosos pais e mães, rejeitá-los e abandoná-los com uma mente hostil, é lamentável.

10. As três portas no desabrochar da juventude, deixá-las recair na indiferença ordinária, é lamentável.

Essas são as dez causas de lamentação

AS DEZ CAUSAS DE LAMENTAÇÃO – COMENTÁRIOS KHENPO KARTHAR RIMPOCHE

Gampopa diz que aqueles que quiserem obter a liberação, bem como o estado de onisciência ou a completa budeidade, devem se lembrar constantemente das dez causas de lamentação.

A primeira das dez causas de lamentação é a má-conduta. O ponto aqui é que a única causa possível para se experimentar uma existência humana, que é a base para a prática do Dharma, é manter uma conduta ética pura. Uma vez que raríssimos seres preservam, de alguma forma, uma conduta moral genuína, muito poucos alcançam uma existência humana. Em geral, as pessoas não praticam o que é virtuoso, mas se engajam naquilo que é nocivo – má-conduta. Até que se renuncie à má-conduta, a pessoa jamais alcançará a liberação do sofrimento ou mesmo livrar-se dos domínios inferiores de existência, o que dirá da omnisciência, e não terá qualquer habilidade para beneficiar os demais. Portanto, a primeira coisa a se lamentar é uma má-conduta.

A segunda causa de lamentação é desperdiçar a preciosa existência humana, dotada das oito liberdades e dez aquisições. De fato, é importante considerar que somente um ser dotado dessa preciosa existência humana, com essas dezoito características, dispõe das habilidades para a prática do Dharma. A primeira causa de lamentação envolve a conduta que impede um nascimento humano. Aqui, estamos preocupados nas ações que nos impedem de obter uma existência humana particular denominada "preciosa existência humana", dotada das oito liberdades e dez aquisições.

A terceira causa de lamentação é a distração sem sentido e as ocupações sem sentido. A época em que vivemos é chamada "era decadente". Dentre os aspectos dessa decadência está o fato de que nossa vitalidade é muito fraca. Existem poucos fatores que nos mantém vivos, mas muitos que nos conduzem à morte. Além disso, a morte pode ocorrer muito rapidamente e por um grande número de causas. Assim, é importante lembrar-se que não há tempo a perder. Portanto, a terceira causa de lamentação são as atividades de mera perda de tempo, ou seja, distrações.

A quarta causa de lamentação é o vício pela conceitualização e as aflições subsequentes. É dito que a verdadeira natureza da mente como ela é – a mente em si – é o dharmakaya. Todas as qualidades do dharmakaya estão espontaneamente presentes em nós. Elas são o que realmente somos. Entretanto, ao não reconhecermos isso, tendemos a seguir os pensamentos viciados que surgem na mente. Somos capturados pelas aflições mentais que eles produzem e isso o reconhecimento da mente.

A quinta causa de lamentação é a situação na qual rapidamente desenvolvemos um desgaste na relação de confiança pelo professor e na prática de suas instruções. É importante compreender que a única base possível, a partir da qual podemos alcançar a liberação do intenso sofrimento do samsara, é receber e praticar as instruções especiais dos nossos lamas. Desconsiderar o valor do receber e praticar tais instruções para engajar-se em vários tipos de atividades sem sentido é a quinta causa de lamentação.

A sexta causa de lamentação é a situação na qual o praticante danifica ou destrói qualquer um dos três votos. Em geral, diz-se que o único recipiente por meio do qual podemos cruzar o oceano de sofrimento samsárico e alcançar o domínio da grande felicidade, o domínio da liberação, o estado de budeidade, é o excelente vaso dos três tipos de votos ou compromissos. Eles são: 1) o voto exterior da liberação individual (voto pratimoksha); o voto interior (voto dobodhisatva), e 3) os votos vajrayana ou samaya. Permitir que esses três votos sejam danificados por meio de intensas aflições mentais (klesha) ou mero descuido é causa de lamentação.

A sétima causa de lamentação é descontinuar a prática após ter alcançado uma pequena realização por meio da confiança num amigo espiritual ou guru. Tendo alcançado alguma realização, você pode tornar-se facilmente distraído por atividades mundanas, abandonando as instruções e a prática e, assim, impedindo um desenvolvimento maior da experiência e realização.

A oitava causa de lamentação é a situação na qual não tendo uma realização genuína, mas tendo ouvido uma grande quantidade de ensinamentos profundos dos siddhas da linhagem, você repete suas instruções a muitas pessoas visando atrair estudantes e tornar-se rico, popular e poderoso. Você engana muitas pessoas fingindo ter realização. Essa é a oitava causa de lamentação.

A nona causa de lamentação é a atividade que prejudica outros seres sencientes. Isso deve ser evitado, uma vez que todos os seres sencientes têm sido nossos pais e, enquanto nossos pais, têm sido extremamente bondosos conosco. Outra razão é que a bodhicitta altruística é a espinha dorsal do caminho para a liberação. Portanto, é necessário abrir mão de toda a conduta rancorosa e especialmente aquelas que verdadeiramente prejudicam os outros. É importante lembrar que a geração e aplicação da bodhicitta dependem inteiramente da interação com os demais seres sencientes. Portanto, é necessário ter todos os seres sencientes como objetos de compaixão e realmente gerar compaixão por esses seres.

A décima causa de lamentação é a procrastinação, e o que se perde é o corpo, palavra e mente – as três portas. Especialmente quando se é jovem, com o corpo é forte, a mente clara e a palavra flexível, você não se engaja na prática do Dharma porque se sente impelido às atividades mundanas. Enquanto faz isso, você pensa, "Eu vou praticar o Dharma quando for mais velho, quando as coisas se acalmarem um pouco". Então, não praticando quando se é jovem, você vê que quando fica mais velho não pode praticar porque não tem o hábito de fazê-lo. Você já não é mais tão forte como antes, é mais difícil aprender as coisas e daí por diante. Esse tipo de procrastinação é definitivamente causa de lamentação.

Essas são as dez causas de lamentação.


Lama Wangdu - Ensinamentos e comentários sobre este capítulo:

24/08/2014 -

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31/08/2014 -

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09/10/2016

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03. Lojong - O Terceiro Ponto

 Lojong - O treinamento da mente em 7 pontosDando continuidade aos ensinamentos sobre o livro Lojong - O Treinamento da mente em 7 pontos, de Tchekawa Yeshe Dorje, Lama Pelmo apresentou o Terceiro Ponto: Manter a Prática na Vida Cotidiana, complementando os aspectos essenciais da "tomada para si" com ensinamentos do livro: Vivendo como os Filhos do Buda: As 37 Práticas dos Bodhisattvas, de Tokme Zangpo.

Duração: 1h12min

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04 - Contemplações 5 a 8 (Parte 1)

 Tradução: Augusto Ornellas
 Duração: 1h07min
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Contemplação 5 - Impermanência e Morte

Um sutra diz:
Quem quer que tenha vivido e que viverá, deve descartar este corpo e partir. Com medo disso, o sábio se torna realizado. Eles vêm para permanecer no dharma E definitivamente treinar nele.

Não importa onde eu viva, eu não posso evitar a morte. Não importa quem seja meu amigo, eu não posso evitar a morte. Todos os seres transitórios que viveram na face da terra morreram. Todos os que viverão no futuro também morrerão. Da mesma forma entre aqueles que vivem no presente, não há um que escapará da morte. Desde o tempo do meu nascimento até o dia de hoje quantos próximos a mim já morreram? Quantos que eram estranhos ou inimigos morreram?
Não há razão em acreditar que eu permanecerei enquanto todos eles morreram. Em geral ninguém está livre da morte. Mais especificamente ninguém é capaz de prolongar a vida. Começando do nascimento, sem parar nem por um momento, minha vida vem diminuindo, de forma que a morte se aproxima. Cada mês que se passa ela fica mais perto. Cada ano que passa ela fica mais perto ainda. Eu me aproximo rapidamente da morte.

Agora, enquanto sou jovem, quando deveria estar ganhando experiência com a prática espiritual, algumas vezes eu penso, “Eu ainda não sou velho; se eu fizer gradualmente tudo bem.” Nesta vida curta, ser ocioso assim não funciona! Por exemplo, se eu não praticar o dharma quando novo então aos sessenta anos a vida terá passado. Mesmo se depois de uma idade avançada eu decidir praticar o dharma, porque o poder do meu corpo e mente estão deficientes, a experiência não vai surgir. Metade do tempo restante será gasto dormindo. Seguindo esta mesma idéia eu desperdiçarei minha vida humana ainda com coisas pouco significativas como preparar comida, andar por aí, distrações e assim por diante. Mesmo olhando sob a perspectiva de alguém que tem grande motivação e perseverança, todo o tempo excedente disponível para praticar o dharma e adquirir experiência não será muito longo.

Eu devo rapidamente experimentar a verdade, que tem sido vivenciada por pessoas sagradas esforçando-me a cada momento disponível. Nesta vida curta eu nunca usarei a abordagem de adiar a prática espiritual para o futuro por indolência ou protelação!

É muito importante meditar desta forma repetidamente, pensando nas razões da prática.


Contemplação 6 - Você não tem ideia de quando morrerá

Em geral, não apenas a vida é curta, mas não há nenhuma indicação de quando eu vou morrer. Se eu for afortunado, o alcance da minha vida impulsionado por meu kharma passado possivelmente se extenderá até os 60 ou 70 anos. Mas provavelmente nem tanto. Mesmo imaginando que eu viva um longo tempo não há como calcular à partir de hoje quanto minha vida vai durar. Pode ser um pouco mais ou muito mais que isso. Para alguns, por causa de seu kharma prévio, é possível que a vida não se prolongue até os 30 ou 40 anos.

Em outras palavras, o senhor da morte verdadeiramente está na soleira da minha porta. Os inimigos, amigos, riqueza, coisas materiais, associados, empregados e companheiros desta vida, felicidade, tristeza e conversas, nada permanecerá por muito tempo. Qual é o propósito de tudo isso? Como é dito:

Se a terra, montanhas e oceanos
Serão incinerados por sete sóis ardentes
E nenhum destes corpos, nem mesmo as cinzas
Irá suportar,
Se tudo se vai sem nem avisar
Eu não deveria confiar em algo tão frágil!

Este corpo, um agregado de carne, sangue e fluidos, é transitório. A respiração é instável, como a bruma de outono: eu não tenho nem idéia quando ela vai cessar. E por eu não ter alcançado a liberdade da mente, eu não tenho certeza de nada, seja o que for, e assim permanence esquecida a idéia de quando eu vou morrer. Maitreyanatha ensinou:

Dizer “Pelo menos hoje eu não vou morrer”,
E permanecer à vontade, não é sensato.
No momento em que eu me tornar nada,
Meu destino estará além da dúvida.

Nas palavras de Nagarjuna:

As circunstânicias da morte são muitas.
Aquelas que mantém a vida poucas.
E essas também podem causar a morte.
Portanto continuamente pratique o dharma.

As causas potenciais da morte incluem seres sencientes como os seres humanos, animais e demônios, o ambiente e elementos como os precipícios, fogo e água, e internamente os quatrocentos e quatro tipos de doenças do corpo. Em resumo, não há nada sobre o qual se possa dizer “Isso não pode ser a causa da morte.” Até mesmo coisas consideradas causas para não se morrer, para se manter vivo, como o alimento, roupas, casa, cama, remédios e assim por diante, em um dado momento se tornam circunstâncias de morte, como quando o alimento se torna rançoso, ou quando se toma o remédio errado. Eu estou vivendo no centro de uma turbulenta nevasca de circunstâncias adversas para o meu corpo e a minha vida, e não sei nada sobre o momento da minha morte!


Contemplação 7 - Na hora da morte, nada a não ser o Dharma, poderá ajudar

Shantideva disse:

Quando eu for surpreendido
Pelo mensageiro do senhor da morte
Qual a utilidade dos parentes? E dos amigos?

No momento da morte, mesmo que eu tenha muita riqueza e posses, eu serei tão impotente, incapaz de levar comigo nem mesmo o valor de uma semente de gergelim. Mesmo que eu esteja no centro de uma grande família, de companheiros, trabalhadores, atendentes, senhores, chefes e assim por diante, eu serei impotente para levar comigo até mesmo o servo mais humilde, ou um simples cachorrinho e eles serão impotentes também para me seguir. Tudo isso tem a
natureza da partida, da separação e não provê nenhum benefício seja qual for.

Medite com total aversão. Aplique isso da mesma forma para tudo – amigos, inimigos, conforto, tormento, circunstâncias boas ou ruins.

Se nada disso segue comigo, o que segue? Meu kharma acumulado, ambos os kharmas positivo e negativo seguirão comigo. Uma vez que eu tenha feito algo negativo, isso continuará a me prejudicar. Por outro lado todas as ações virtuosas que eu pratiquei, sem uma única exceção, me beneficiarão. Devemos contemplar as palavras de Chöden Rabjor:

Todos os outros serão deixados para trás.
Além das acões virtuosas e negativas
Nada seguirá com você.
Saiba disso e analize muito bem.

Assim eu devo cultivar o pensamento de que certamente eu morrerei, morrerei logo, que eu não sei quando vou morrer e que nada, seja o que for, terá benefício quando eu morrer. À partir do momento da morte em diante, por incontáveis vidas, a única coisa que poderá me beneficiar é o ensinamento sagrado, agora mesmo eu devo voltar meus esforços para a prática destes ensinamentos!


 Contemplação 8 - Os Versos de Cinco Raízes - A instrução usada para meditação - Sessões sobre impermanência e morte

Os versos raízes:

Primeiro considere que nada permanece o mesmo, tudo
muda.
Pense nos muitos outros que morreram.
Pense repetidamente sobre as muitas causas potenciais de
morte.
Medite, “Como será quando eu estiver morrendo?”
Contemple o que acontecerá depois da morte.

1 - "Considere que nada permanece o mesmo, tudo muda."

Para cada um de nós, do momento que nascemos até o momento da nossa morte, este continuum de agregados muda e se desenvolve. Primeiro quando eu era bebê eu era assim, quando criança eu era assado. Na minha juventude deste outro jeito. Agora eu sou assim, cada vez mais perto da morte. Nada tem sido de qualquer benefício. Numa visão limitada da mente isso traz um certo desencantamento.

2 - "Pense em todos os outros que já morreram."

Recorde claramente a impermanência. Depois mentalmente enumere indivíduos dos quais você ouviu falar ou conheceu, que morreram na sua região de residência e reflita:

Quantas pessoas mais velhas que eu já morreram? Quantas pessoas da minha idade ou mais jovens já morreram? Quando eu penso sobre isso, há mais pessoas que já morreram do que estão vivas, e a maioria delas morre no auge de suas vidas. Eu sou da mesma natureza que todas estas pessoas. Eu não transcendo esta situação. Pensar que eu não vou acabar como eles é idiotice. Antes de morrer eu devo praticar o Dharma puramente.

Com uma consciência aguçada da impermanência, pense sobre as pessoas e animais que você já ouviu falar ou conheceu que morreram. Pense naqueles que estão vivos, conhecidos ou os que você já ouviu falar, que passaram de muito poderosos a muito fracos, de ricos a pobres e assim por diante, então considere:

Eu, meus negócios, meus prazeres e assim por diante somos desta mesma natureza. Somos também transitórios.

3 - "Pense repetidamente sobre as muitas causas potencias de morte."

Depois de contemplar como antes nas muitas causas potenciais de morte, reflita:

Eu nem mesmo sei como as coisas exatamente ao meu redor podem contribuir para as circunstâncias da minha morte. Eu não sei como as coisas podem mudar espontaneamente a qualquer momento.

4 - "Medite: Como será quando eu estiver morrendo?"

Quando eu estiver morrendo, se a minha mente estiver em um estado não-virtuoso, eu experimentarei um sofrimento terrível, o kharma da minha força vital sendo decepado e assim por diante. A morte não é desejada ou alegremente bem-vinda. Indesejada ela vem de súbito. As pessoas não morrem felizes e cheias de deleite. Elas morrem acompanhadas de um poderoso e intenso sofrimento. O próximo mundo não é um lugar que eu conheço ou que me seja familiar. Eu estou para vagar sem direção em uma terra desconhecida.

5 - "Contemple o que acontecerá depois da morte"

Quando eu morrer, meu corpo e minha mente serão separados. Este corpo será enterrado e se transformará em uma massa de vermes ou será jogado na água para ser comido pelos peixes e lontras, ou será cremado e reduzido a um punhado de ossos, ou será carregado para as montanhas ou planícies para ser espalhado e devorado por aves e chacais. No final, depois de alguns dias não restará nem um traço sequer. A morte deste corpo, nutrido tão cuidadosamente, agora será assim. Se a mente, carregando o fardo do kharma, deve seguir para um lugar de nascimento desconhecido, existe alguma dúvida de não se praticar o dharma agora? Ou se eu vier praticando existe alguma dúvida de que eu não devo deixá-lo de lado ou para depois?

Depois de contemplar desta maneira trace um plano pensando:

Agora eu vou assumir uma prática espiritual pura. Com a armadura deste propósito eu vou trazer, viver e proteger a prática espiritual. Depois eu vou passar a minha vida em grande alegria. Depois que eu morrer os outros dirão, “Ela era verdadeiramente um praticante do dharma,” e terão a aspiração de ser iguais a mim. Para viver esta vida eu preciso me comprometer com um objetivo. Para isso eu devo meditar sobre a verdade e alcançar um estado estável. E para que isso aconteça eu tenho que me familiarizar com a prática da meditação e então me tornar proficiente.

Se eu não alcançar a estabilidade, então quando eu encontrar uma circunstância negativa a minha mente não será manejável. Existe um perigo de eu não manter meus planos de praticar o dharma. Eu posso agir contrariamente ao dharma e acabar cheio de arrependimentos. A morte virá no meio de um estrondo de descrédito de todos. Não há como eu deixar que isso aconteça, então aqui e agora, para realizar as aspirações dos outros e a felicidade para mim mesmo, eu me engajarei na autêntica prática espiritual e a manterei até a morte.

 Faça este juramento várias vezes. Nestes dias, para todas as pessoas praticantes do Dharma, este remédio é crucial.


 

04. A Vida do Buda

gotamabuddhaQuarta parte dos ensinamentos ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda. As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: O fim das práticas ascéticas; Sujata; a árvore Bodhi; os ataques dos exércitos de Mara; a Iluminação.

Duração: 1h39min

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05. A Vida do Buda - Contexto da Iluminação

gotamabuddhaEnsinamentos ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda. As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: O Contexto cultural e histórico; a Iluminação e os primeiros discípulos.


 

19/06/2016 - A Vida do Buda
Contexto da Iluminação e os primeiros discípulos

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06. A Vida do Buda - Os Ensinamentos - 01

maha-satipatthana-sutta-1-728Ensinamentos ministrados por Lama Pelmo sobre os primeiros ensinamentos do Buda. 

Meditação: aspectos históricos e de Neuroplasticidade. Introdução ao Mahasatipatana Sutra

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26/06/2016 - A Vida do Buda 01
Meditação: aspectos históricos e de Neuroplasticidade. Introdução ao Mahasatipatana Sutra

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07. A Vida do Buda - História - 01

gotamabuddhaEnsinamentos ministrados por Lama Drime sobre a vida do Buda. As informações são provenientes dos Sutras, de textos tradicionais e de livros biográficos, como Gotama Buddha - A Biography Based on the Most Reliable Texts, de Hajime Nakamura.

Tópicos abordados: O Contexto cultural e histórico; a Iluminação e os primeiros discípulos.


 

03/07/2016 - A Vida do Buda
Contexto da Iluminação e os primeiros discípulos

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08. A Vida do Buda - Os Ensinamentos - 02

maha-satipatthana-sutta-1-728Ensinamentos ministrados por Lama Pelmo sobre os primeiros ensinamentos do Buda. 

O Primeiro ensinamento do Buda: Dhammacakkapavattana Sutta
Meditação: Mahasatipatana Sutra - Contemplações sobre o corpo 

Mahasatipatana sobre o corpo

10/07/2016 - A Vida do Buda - Ensinamentos
Meditação: Mahasatipatana Sutra - Contemplações sobre o corpo

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