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03 - Mestres da Linhagem - Metripa 01

Metripa

 

Na manhã de hoje,foram abordados os seguintes tópicos, :

  • Leitura da prece de aspiração Nigu Monlam, 
  • Objetivo dos ensinamentos do Buda: elminar o sofrimento;
  • Os três treinamentos: Ética, Meditação e Sabedoria;
  • Duas Abordagens: 
    • O Caminho sem Elaboração (Mahamudra)
    • O Caminho com elaboração (Caminho dos Meios);
      • Seis Doutrinas de Naropa
        • Calor (tummo)
        • Corpo ilusório
        • Sonho
        • Clara Luz
        • Transferência de Consciência (powa)
        • Estado Intemediário (bardo)
  • Leitura do primeiro canto de Metripa

 

Metripa - 01
Duração: 1h35min / Tradução: Rose Moreira 
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Download do texto Tib/Português Tib/Francês 

Metripa

O ilustre realizado e mestre Shauari aceitou Metripa como seu discípulo direto. [Metripa] havia recebido uma profecia dizendo que alcançaria a realização do supremo Mahamudra, durante o estado intermediário, depois da morte. O Conquistador Metripa, também conhecido como Advayavajra, foi o líder de um número infinito de pawos e dakinis e senhor dos profundos ensinamentos relacionados ao estado mental sem atividade, a natureza da mente última e essencial.

Enquanto vivia como um [praticante tântrico] no Monastério de Vikramasila, secretamente, ele utilizava álcool e mudra. Quando os demais membros da comunidade monástica descobriram isso, eles o expulsaram do local. Metripa estendeu um tapete feito de pele de antílope [sobre as águas] e usando seu bastão como remo, partiu deslizando e cantando o seguinte canto:

Confiar no nobre mestre é felicidade.
Beber o néctar de seus profundos ensinamentos é felicidade.

Experimentar a talidade é felicidade.
Nenhuma experiência é felicidade.

Ter uma perspectiva sem medos ou expectativas é felicidade.
Se a realização é espontânea isso também é felicidade.

A meditação sem apreensão dualista é felicidade.
Ser imparcial também é felicidade.

Uma conduta sem apreensão e sem rejeição é felicidade.
Ser intrépido também é felicidade.

A mente que contempla a mente é felicidade.
Cortar o caminho equivocado dos medos e expectativas também é felicidade.

Aplicar-se em retiro nas montanhas é felicidade.
A visão sem medos nem expectativas também é felicidade.

Deixar o lar, os amigos e os parentes é felicidade.
Viver na mendicância também é felicidade.

Alimentar-se da comida da grande felicidade é felicidade.
Vestir-se da clara luz é felicidade.

Integrar os assistentes no caminho é felicidade.
Manter o olhar na ponta do próprio nariz é felicidade.

Cantando assim, ele deslizou livremente pela superfície das águas. Todos perceberam que se tratava de um mestre realizado. Arrependeram-se e, da margem, a ele se prosternam.

 

04 - Mestres da Linhagem - Metripa 01

Metripa

 

Na manhã de hoje,foram abordados os seguintes tópicos, :

  • Contexto geográfico, social e político do Tibete na época desses Mestres (séculos 10 a 12); relacionamento com a Índia, a China e a Mongólia;
  • A função do Lama e a forma de se relacionar com ele;
    • Transposições mais comuns a serem evitadas: 
    • Recapitulação dos ensinamentos de Gampopa, no livro "O Precioso Ornamento da Liberação" (cap. 3:  "A Condição: O Amigo Virtuoso)
Metripa - 01
Duração: 1h27min / Tradução: Gisele L'Abbate 
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Download do texto Tib/Português Tib/Francês 

Metripa

O ilustre realizado e mestre Shauari aceitou Metripa como seu discípulo direto. [Metripa] havia recebido uma profecia dizendo que alcançaria a realização do supremo Mahamudra, durante o estado intermediário, depois da morte. O Conquistador Metripa, também conhecido como Advayavajra, foi o líder de um número infinito de pawos e dakinis e senhor dos profundos ensinamentos relacionados ao estado mental sem atividade, a natureza da mente última e essencial.

Enquanto vivia como um [praticante tântrico] no Monastério de Vikramasila, secretamente, ele utilizava álcool e mudra. Quando os demais membros da comunidade monástica descobriram isso, eles o expulsaram do local. Metripa estendeu um tapete feito de pele de antílope [sobre as águas] e usando seu bastão como remo, partiu deslizando e cantando o seguinte canto:

Confiar no nobre mestre é felicidade.
Beber o néctar de seus profundos ensinamentos é felicidade.

Experimentar a talidade é felicidade.
Nenhuma experiência é felicidade.

Ter uma perspectiva sem medos ou expectativas é felicidade.
Se a realização é espontânea isso também é felicidade.

A meditação sem apreensão dualista é felicidade.
Ser imparcial também é felicidade.

Uma conduta sem apreensão e sem rejeição é felicidade.
Ser intrépido também é felicidade.

A mente que contempla a mente é felicidade.
Cortar o caminho equivocado dos medos e expectativas também é felicidade.

Aplicar-se em retiro nas montanhas é felicidade.
A visão sem medos nem expectativas também é felicidade.

Deixar o lar, os amigos e os parentes é felicidade.
Viver na mendicância também é felicidade.

Alimentar-se da comida da grande felicidade é felicidade.
Vestir-se da clara luz é felicidade.

Integrar os assistentes no caminho é felicidade.
Manter o olhar na ponta do próprio nariz é felicidade.

Cantando assim, ele deslizou livremente pela superfície das águas. Todos perceberam que se tratava de um mestre realizado. Arrependeram-se e, da margem, a ele se prosternam.

 

Prajnaparamita (Sutra do Coração)

Prajnaparamita

 

O Sutra do Coração da Perfeição da Venerada Compreensão Superior, ou Bhagavati Prajanaparamita Hrdaya em sânscrito, relata o ensinamento dado por Tchenrezig a Shariputra sobre a vacuidade. É um dos textos mais conhecidos da literatura budista e é notável por sua concisão e clareza.
Nos ensinamentos da manhã de hoje, foram abordados os seguintes tópicos, :
  • Leitura do texto em tibetano e em português;
  • Contexto do Sutra;
  • Aspectos fundamentais da tradução;
  • Ensinamentos sobre o conteúdo do Sutra, propriamente dito;
  • Relação entre a Compreensão Superior e a Compaixão;
  • Os 18 dhatus;
  • Outros assuntos tratados:
    • O que devemos estudar: Os Ensinamentos Tradicionais
    • Disponibilizada no site, uma nova seção contendo estudos modernos relacionados ao Budismo;
    • Autorização para início das atividades do Palden Shangpa Campo Grande/MS!
Prajnaparamita
Duração: 1h45min / Tradução: Lama Wangdu 
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(em Português)

 

Prajnaparamita (Sutra do Coração) - 2

Prajnaparamita

 

O Sutra do Coração da Perfeição da Venerada Compreensão Superior, ou Bhagavati Prajanaparamita Hrdaya em sânscrito, relata o ensinamento dado por Tchenrezig a Shariputra sobre a vacuidade. É um dos textos mais conhecidos da literatura budista e é notável por sua concisão e clareza.
Nos ensinamentos da manhã de hoje, foram abordados os seguintes tópicos, :
  • Leitura do texto em tibetano e em português;
  • Abordagem analítica da vacuidade;
  • Conhecimento, convição e validação;
  • Os fenômenos são compostos
  • Os fenômenos são impermanentes;Ensinamentos sobre o conteúdo do Sutra, propriamente dito
  • Reinterpretando os fatos marcantes guardados na memória.

Prajnaparamita
Duração: 1h36min / Tradução: Gisele L'Abbate 
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(em Português)

 

Prajnaparamita (Sutra do Coração) - 3

Prajnaparamita

 

O Sutra do Coração da Perfeição da Venerada Compreensão Superior, ou Bhagavati Prajanaparamita Hrdaya em sânscrito, relata o ensinamento dado por Tchenrezig a Shariputra sobre a vacuidade. É um dos textos mais conhecidos da literatura budista e é notável por sua concisão e clareza.
Nos ensinamentos da manhã de hoje, foram abordados os seguintes tópicos, :
  • Aspectos da realidade;
  • Fenômenos, causas e consequências;
  • O Caminho como meio para adquirir melhor compreensão sobre a realidade.
Prajnaparamita
Duração: 1h32Prmin / Tradução: Lama Wangdu 
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(em Português)

 

Progressão em 9 Passos

Ara-01-Lost  
Ara-03-Getting-better
Ara-04 17-12-14
Ara, perdida... ... aplicando o treinamento... ... Ara, mais competente e mais livre
 

A) Observação e Reflexão sobre as coisas exteriores

1) A Causalidade
Ex.: o fogo acende o combustível; o rio corta os vales; o sol ilumina o dia e faz crescer as plantas. Todos os seres vivos têm por origem direta os seus pais etc.
  • Um fenômeno somente pode ser produzido por causas apropriadas;
  • Na ausência dessas causas, o fenômeno não se produz;
  • Se queremos que um fenômeno se produza, precisamos reunir as causas;
  • Se não queremos que um fenômeno se produza, precisamos evitar suas causas.
2) As experiências dependem do comportamento
  • O comportamento é uma ação efetuada pelo corpo sobre o mundo material. Ex.: ir ao cinema; ir comer no restaurante; preparar sua própria refeição; ir a outro lugar diferente daquele onde estamos;
  • Sem o comportamento apropriado, não se tem a experiência associada;
  • Se queremos que uma experiência se produza, precisamos aplicar o comportamento apropriado;
  • Se queremos evitar que uma experiência se produza, precisamos evitar o comportamento correspondente

B) Observação e Reflexão sobre as coisas interiores

3) A Existência é a realidade da mente. O comportamento depende do funcionamento da mente:
  • A mente não tem cor, não tem peso, nem dimensão, ainda assim, é real;
  • Sem a mente o corpo não pode funcionar.
4) Os elementos que compõem a mente e o seu funcionamento.
  1. Identificar:
    1. As ideias, pensamentos, raciocínios;
    2. A afetividade, os sentimentos, emoções: desejo, medo, generosidade, avareza, cólera, vaidade, bondade e compaixão;
    3. A imaginação: a capacidade de criar imagens mentais; simulações de cenas que representam eventos de maneira realista ou fantasiosa.
  2. Considerar as suas interações
  • Situações idênticas não produzem os mesmos efeitos;
  • O seu funcionamento pode ser automático ou voluntário.
5) Porque a mente funciona da maneira que funciona
  • Seu automatismo aparente provem da repetição do funcionamento habitual;
  • Não obstante esse funcionamento da mente não é determinado seguindo o mesmo automatismo biológico como o corpo físico (como a respiração, a digestão etc);
  • O funcionamento dos diferentes aspectos da mente é adquirido pela educação recebida da família, do meio social e de suas próprias experiências. Ex. A linguagem.
    • É possível utilizar o que foi adquirido, mas não o que não foi (adquirido);
    • Para dispor de uma capacidade é preciso adquiri-la;
    • Quanto mais compreensão, mais capacidade e mais liberdade. Ex.: dirigir um carro; falar uma língua;
    • A partir disso podemos destacar a importância de desenvolver uma melhor compreensão do funcionamento da mente e suas capacidades.

C) A Compreensão e Transformação do Funcionamento da Mente

6) Atenção e Discernimento vs. Fascinação
  • Quando a atenção é fascinada por objetos materiais ou mentais a mente se identifica, se envolve e se submete. Ex.: a televisão; as ideias e cenários mentais imaginados;
  • A fascinação é a corrente que aprisiona a mente;
  • A atenção e o discernimento são as chaves que o liberam dessa corrente;
    • Flexibilizar a atenção, orientando-a voluntariamente sobre um suporte;
    • Liberar a atenção fascinada de maneira passiva por um objeto, orientando-a de maneira voluntária para outro suporte.
7) Treinar na Concentração com Suporte
A concentração é o que permite realizar um projeto ou um objetivo
  • Um trabalho físico, como pintar uma sala ou preparar uma refeição;
  • Um trabalho intelectual, como estudar uma língua, que é uma concentração sobre uma atividade analítica;
  • A concentração é a continuidade da atenção sobre um suporte.
8) Treinamento na concentração focalizada, sem atividade conceitual
  • Utilizar um objeto visual, como um objeto de pequeno tamanho, grande tamanho, próximo, afastado etc.
  • Essa concentração é focalizada sobre o suporte sem a mínima distração.
9) Desenvolver a Lucidez
Expandir o campo da consciência percebendo que ela é o fundamento que pressupõe e inclui a capacidade de percepção e assim, da concentração.
  • Com mais lucidez, todas as capacidades mentais funcionam melhor: a percepção, as simulações mentais, a reflexão e a qualidade do funcionamento afetivo.
Progressão em 9 Passos
Duração: 1h56 min / Tradução: Lama Wangdu 
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