13 - Mestres da Linhagem - Metripa 10

 Metripa-wTópicos abordados nos ensinamentos de hoje:

  • Conceitos e vocabulário sobre o assunto;
  • Análise sobre os objetos materiais e objetos mentais.

Esse grande senhor e mestre espiritual tocou a poeira dos pés do nobre Shauari, na Gloriosa Montanha, no Sul [da Índia]. Quando Shauari concedeu-lhe a iniciação do Mahamudra, Metripa cantou o seguinte canto definindo a natureza da realidade:

HUM! HUM!

O ciclo [das existências] e o além do sofrimento são inseparáveis,
Como as ondas e a água.

Budas e seres sencientes não são distintos;
Eles diferem como um veneno que foi neutralizado por um mantra.

Na mente em si, que é única, as diferentes aparências são como as diferentes cores que aparecem no cristal, dependendo das circunstâncias.

Mesmo se diferentes coisas surgem, são apenas sua própria mente;
No oceano todas as águas possuem o gosto do sal.

Depois de abandonar todas as coisas materiais ou imateriais,
A mente original permanece como o céu após a passagem de um pássaro.

Como uma espessa escuridão de mil anos
É dissipada de uma vez por uma pequena tocha,
As alucinações do samsara, que são os espessos apegos e aversões,
São pacificados por um instante de realização de nossa própria mente.

As ondas de pensamentos dos sofrimentos do samsara
São pacificadas pelo ioga que une método e compreensão superior.

Uma jóia brilhante colocada na lama
Não brilha, é sem forma, sem ida nem vinda.
No momento em que a realização do Mahamudra surge,
A mente é vasta e ampla como o céu.

A claridade desprovida de pensamentos, é como o céu.
O que aparece é sem natureza própria, como o reflexo da lua na água.
Como num arco-íris, na claridade não há apego.
Ela é inexprimível como a felicidade de uma criança.

Ela não reside em nenhuma direção.
Ela não é maculada de nenhuma limitação.
Desprovida de qualquer impureza,
Como uma bola de cristal, que não é maculada pela lama.

A mente livre de medos e esperançass é como um leão.
A grande felicidade da mente é ininterrupta como um rio.
É imparcial como a luz do sol e da lua!

Que maravilha!
Essa (mente) espontânea é maravilhosa!
Iogue permaneça nesse estado natural,
E nele, sem fazer nada, fique sem fabricação.
A ausência de fabricações é o Dharmakaya mesmo.

Por causa do defeito das fabricações, a visão do caminho nobre é impedida.
Liberte o elefante da mente.
Compreender assim é a essência do ioga.

Sem praticar, obtém-se o fruto do estado de Buda.
Na não-ação, as tarefas difíceis são realizadas.
Sem praticar, obtêm-se as Realizações.
Sem meditar, o fruto último é obtido.

As três existências são todas livres desde a origem.
Aqui, não é preciso praticar nem rejeitar!

Esse é o canto vajra que define a visão. 

Metripa - 08
Duração: 1h31min / Tradução: Lama Wangdu 
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Metáforas no Canto de Metripa

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