77 - Contemplação 48

77 - Contemplação 48

 Tradução: Letícia Bortolon
 Duração: 1h40min
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 Contemplação 48 - A paramita da paciência

Existem três tipos de paciência: a paciência de suportar as adversidades, a paciência de aceitar o sofrimento e a paciência de ser capaz de suportar a realidade do Dharma.

1. A paciência de suportar as adversidades: quando alguém me causa danos me agredindo ou roubando minha riqueza, eu reajo com impaciência e raiva. Mas como eu posso ficar impaciente com esses danos que são a causa para que eu alcance a budeidade? Mesmo que os seres sencientes nos três reinos se tornem meus inimigos e me causem danos de todas as formas, eu me manterei firmemente paciente. Se eu não puder ser paciente, mesmo com tantos danos, minha esperança de alcançar a budeidade e de me tornar um praticante será apenas uma ilusão.

2. A paciência de perseverar, apesar do sofrimento: quando estou praticando, algumas vezes eu me deparo com o sofrimento do calor, do frio, da fome, da sede e assim por diante. Há momentos em que será necessário viajar em estradas traiçoeiras, ou que será difícil estabelecer condições favoráveis para a prática ou que talvez eu fique meio deprimido, cansado e desanimado. Isso são dificuldades menores! Como posso não ser paciente? Por riqueza ou por uma mulher eu, sem hesitação, suportaria sofrimento cem ou mil vezes maior que este. Para alcançar a budeidade eu devo me inspirar nos exemplos dos bodhisattvas prévios. Se eu sou impaciente com essas dificuldades que persistem para o benefício da prática, é uma mentira eu me considerar um grande praticante do Mahayana.

Pensando assim, aplique o remédio da paciência, firme e imediatamente.

3. A paciência de ser capaz de suportar a realidade do Dharma: estar certo sobre a verdade significa não se intimidar por métodos profundos, pelos vários meios hábeis, a vasta atividade, as inúmeras qualidades, a ausência de elaboração e o modo de ser [da mente], que são ditos inconcebíveis etc. É dito também que a mente pode ficar na vacuidade por um longo período. Se todos os danos e sofrimentos que acontecem agora e aqui são como uma ilusão ou como um sonho sem realidade, vazio mas aparente, por qual razão ser impaciente? Medite assim.

 

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