Tara Verde – Iniciação, Autorização e Comentários da Prática (WANG, LUNG E TRI)

INICIAÇÃO DE TARA VERDE

Cartaz Tara Verde PSSP

Tara (em sânscrito Tārā para os tibetanos, Drolma ou Jetsün Dólmã, "Salvadora") é uma deidade feminina do budismo Vajrayana.
Tara é a mãe da compaixão, o aspecto feminino do bodhisattva Avalokiteśvara, indissociável do estado desperto iluminado, Buda.
Tara é a grande Bodhisattva que sempre se apresenta em uma forma feminina. Há duas historias de sua origem;

A princesa Yeshe Dawa

Conta-se que a princesa Yeshe Dawa, "Lua de Sabedoria", que recebeu ensinamentos de um Buda, acumulou méritos e sabedoria, tendo sido aconselhada a rezar por um renascimento masculino, pois, como homem, alcançaria a iluminação espiritual. A Princesa não aceitou os conselhos e fez o compromisso de sempre renascer em forma feminina, como mulher.

A outra história contada que Tara é uma emanação de Chenrezig, o Bodhisattva da Compaixão. Uma vez, quando Chenrezig estava muito emocionado pelos sofrimentos de todos os seres sencientes, ele derramou duas lágrimas. A lágrima de seu olho direito se transformou na forma na Bodhisattva Tara Verde e a lágrima de seu olho esquerdo se transformou na forma da Bodhisattva Tara branca.

Tara, a Nobre Tara, a Salvadora ou Liberadora, Protetora, rápida, que elimina os oito medos.

Tara Verde é representada sentada sobre uma flor de lótus emergindo de um lago, veste roupas de realeza, com diversas cores e uma blusa ornamentada com joias, mas que não cobrem seus seios. Na cabeça há uma tiara com joias e um rubi ao centro simbolizando Amitabha, seu pai espiritual da família Búdica do lótus. Cada mão mostra um mudra e possui o talo de uma flor de lótus com uma flor aberta e dois botões, indicando o alcance de sua atividade em todos os tempos. A perna esquerda está encolhida, indicando sua renúncia às paixões mundanas, mas a perna direita se estende e sai da flor, indicando sua presteza para acudir e ajudar todos os seres.
Seu mudra da mão direita é o de "dar-oferecer", indicando sua habilidade para oferecer a todos os seres o que necessitam, enquanto a mão esquerda, na altura de seu coração, faz o mudra de "oferecer refúgio".

Quando Buda ensinou o tantra raiz associado com Tara, ele elogiou:
"Tara é ela que liberta e protege os seres de todos os medos e sofrimentos possíveis que eles podem encontrar, Tara é ela que fecha as portas para os reinos inferiores de existência, Tara é ela.. que leva-los no caminho para os estados mais elevados de ser."

Junte-se a nós para esta oportunidade especial, aproximar-se da Liberadora Tara Verde. O Lama Tartchin nos concederá a Iniciação de Tara Verde, nos capacitando a meditar, aprofundando a ligação com a mente Iluminada de Tara, receber suas bênçãos poderosas, despertando o nosso próprio potencial para a bondade e liberdade do medo.

No final de semana dos dias 27 e 28 de fevereiro, Lama Tartchin dará a iniciação (Wang), transmissão oral (Lung) e explicação (Tri) de como fazer a prática de Tara Verde.

  • Dia 27 - sábado: comentário, explicação da prática e transmissão oral.
  • Dia 28 - domingo: Continuação dos comentários e transmissão oral e a tarde a Iniciação.
  • Contribuição: R$ 80,00 para um dia, R$ 140,00 para os dois dias - Pré-requisito: ter refúgio para a iniciação. Para àqueles que queiram tomar os votos refúgio para ter a iniciação de Tara Verde, confirmem através da ficha de inscrição.
  • Sadhanas : Pedimos a gentileza de nos informar no momento da inscrição àqueles que necessitarão da sádhana (haverá a necessidade do texto de pratica, para acompanhar os ensinamentos).

Mais informações: 11 99484 3102 (preto) e 94158 1331 (Chris) ou O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.  

 

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Ensinamentos sobre o Bardo, com Lama Tartchin

PSSP - Ensinamentos sobre o Bardo

Caros Amigos,

Gostaríamos de convida-los para os Ensinamentos sobre o Bardo (estado intermediário) com o Lama Karma Tartchin, do Centro Karme Thegsum Tcholing (KTT/RJ).

Os ensinamentos sobre os Quatro Bardos são únicos ao budismo tibetano, dentre eles há o bardo que lida com o processo da morte, do morrer e do renascer tal qual experimentado pela mente do indivíduo nesse momento. Lama Tartchin ensinará sobre os 4 Bardos (estados intermediários da vida, do dormir, do samadhi e do morrer), dando ênfase no bardo do morrer, e de como a mais simples das meditações pode ser de importância crucial para a liberação dentro da experiência do Bardo.

O termo bardo significa "período intermediário" em tibetano, neste caso trata-se do período transcorrido entre a morte física e o renascimento. Nos textos budistas, diz-se que os seres humanos têm corpo, fala e mente. O corpo é feito de carne e osso enquanto a mente é a coleção das oito consciências e a fala é uma colaboração do corpo e mente para criação de som para comunicação com os outros.

O corpo e o mecanismo da fala são criados no útero da mãe, se desenvolvem significativamente no nascimento e cessam na morte. A mente, entretanto, não é criada no útero da mãe e não desaparece como o corpo depois da morte. Através de tempos sem começo a mente se manteve habituada a suas tendências kármicas. Através da força de se agarrar a um eu, a mente toma uma forma física no útero da mãe na concepção e este processo é chamado "nome e forma" nos doze elos originação interdependente. "Nome" se refere aos quatro agregados mentais: sensação, identificação, eventos mentais e consciência. "Forma" se refere ao primeiro agregado da forma. Existe, então, a combinação de nome e forma.

Precisamos então praticar a meditação enquanto estamos vivos para sermos capazes de controlar a mente durante o bardo. Tendo cultivado a prática de meditação, podemos entrar em um estado de profunda meditação ou samadhi na hora da morte. Sem essa prática vamos cair em um estado de inconsciência e acordar experimentando várias delusões, que são manifestações de cem deidades pacíficas e iradas em nosso interior. Se reconhecermos a natureza da mente na morte, não vamos ficar com medo quando aparências desconhecidas nos confrontarem, mas vamos saber que a morte se estabeleceu e vamos ser capazes de reconhecer as manifestações da morte. Sem o reconhecimento da morte e das aparências que surgem depois dela, ficaremos assustados e não teremos controle de nossas mentes, que então ficará fora de controle e não pode ser acalmada. 

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Estudos

O grupo trabalhou, sob orientação do Lama Uangdu, na tradução do texto "As Instruções de Gampopa: A preciosa guirlanda do caminho supremo".

Os capítulos traduzidos até o momento estão disponíveis a todos, nesta seção.

Atividades

Nos primeiros meses de atividades, o Palden Shangpa São Paulo já teve a oportunidade de receber a visita e os ensinamentos dos queridos Lama Trinle e Lama Sonam, de Brasília; Lama Tartchin, do Rio de Janeiro; além dos encontros mais frequentes com Lama Uangdu, de São Paulo. (veja mais)