Mahaprajnaparamitashastra – 11

Nagarjuna recebendo o texto da Prajnaparamita

Agir como um Buda: esta é a marca de um Bodhisatva
Continuando os ensinamento sobre os comentários de Nagarjuna sobre o Sutra da Prajnaparamita, mais especificamente sobre o trecho “(…) na companhia da grande comunidade de monges e da grande comunidade de bodhisatvas”, vimos hoje de forma mais detida questões essenciais sobre os bodhisatvas.
Inicialmente, é importante compreender que o eu é sofrimento em essência e, por isso, livrar-se das amarras da apreensão egocêntrica é o meio de se obter a liberação do sofrimento. Contudo, também é importante compreender que se livrar do sofrimento ainda não é atingir o estado de Buda (este é obtido a partir do engajamento no propósito de liberar todos os seres do sofrimento). Esse propósito é central no ciclo do Mahayana, também conhecido como o Caminho dos Bodhisatvas.
De acordo com Nagarjuna, há dois tipos de bodhisatvas: os sem regressão, que não estão mais sujeitos a quedas no caminho; e os com regressão, que somos os que ainda falhamos em manter contínuo em nossa mente o propósito da liberação de todos os seres.
Os bodhisatvas sem regressão, por sua vez, podem ser classificados pela maneira que se aplicam no caminho:
  • Os que praticam um único dharma: acumular boas ações de forma constante, resoluta e com a energia correta, que é a alegria e o entusiasmo;
  • Os que praticam os dois dharmas: meditar sobre a vacuidade e não abandonar os seres;
  • Os que praticam os três dharmas: desenvolver e manter a resolução inabalável de se tornar um Buda; desenvolver e manter a compaixão por todos os seres de forma que ela penetre os seus ossos e chegue até a medula; desenvolver a compreensão da Prajnaparamita.

Bons estudos!

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