Bodhisatvacharyavatara 45 – Capítulo 6: A Paciência

Bodhisatvacharyavatara Capítulo VI (download do texto completo)

  • Uma história extraída de Os 500 Contos Budistas: A criança bodhisatva e seu pai adotivo.
  • Continuação dos comentários sobre os ensinamentos de Shantideva sobre a Paciência, situando-os nas escolas filosóficas do Budismo.

 

Capítulo 6 – A Paciência

Como praticar a paciência, a terceira paramita

1.2_refutar a existência inerente das causas (27 a 31)

Refutação da afirmação Samkhya de um eu auto-alimentado e principal

27: Aquilo que é afirmado como um Self (substância primordial),
Aquilo que se costuma atribuir como um Eu,
(Uma vez que eles são improduzidos) não surgem,
Depois de haver intencionalmente pensado, “Eu surgirei.”

28a: Se eles são não-nascidos e inexistentes,
Então, qualquer que seja o desejo que eles tenham para produzir,
Eles não surgem (e o mal também não existirá).

b) Refutação do uso auto-alimentado de objetos por um ser consciente e consciente

28b: Uma vez que (este Ego) apreende permanentemente seus objetos,
Segue-se que nunca deixará de fazê-lo. (não tem o desejo de resistir se está totalmente
absorvido pelos objetos)

Os resultados permanentes de produção não são viáveis

29a: Além disso, se o Ego fosse permanente,
Seria obviamente inerte, assim como o espaço

Aquilo que é permanente, dependendo das condições, não é viável

29b – 30a: Então, mesmo que encontrasse outras condições,
Como poderia sua imutável (natureza) ser afetada?
Mesmo que, quando influenciado (por outras condições), permaneça como antes,
Então, o que as ações poderiam fazer?

Não existente relacionado a condições

30b: Assim, se eu disser que esta (condição) atua sobre (um eu permanente),
Como os dois poderiam estar causalmente relacionados?

Tendo entendido que todos os migrantes são como emanações, a raiva é inadequada

31: Assim, tudo é dependente de outros fatores (que por sua vez),
São dependentes de (outros), e assim não têm autonomia.
Tendo entendido isso, eu não devo ficar com raiva,
De fenômenos que são como aparições mágicas (irreais e produzidos por causas)

1.3_necessidade de abandonar a raiva (32)

O propósito de parar a raiva

32: (Se tudo é irreal como uma aparição) então quem se absteria de que?
Certamente (neste caso) a abstenção seria inadequada.
Pelo contrário, é exatamente por que os fenômenos são desprovidos de existência própria.
Que é possível asseverar que a corrente de sofrimento pode ser cortada.

2_resumo (33 e 34)

33 e 34: Então, ao ver um inimigo ou até um amigo,
Cometer uma ação imprópria,
Pensando que tal coisa surge de causas.
Eu manterei um estado de mente feliz.
Se as coisas ocorressem de acordo com o desejo,
Então, como ninguém deseja sofrer,
O sofrimento não ocorreria,
Para qualquer ser senciente.


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