Bodhisatvacharyavatara 47 – Capítulo 6: A Paciência

Bodhisatvacharyavatara Capítulo VI (download do texto completo)

  • Uma história extraída de Os 500 Contos Budistas: O bodhisatva, o brâmane e o caçador.
  • Continuação dos comentários sobre os ensinamentos de Shantideva sobre a Paciência, estrofes 42 a 49: contemplar as próprias faltas quando situações indesejáveis surgem – a explicação propriamente dita.

 

Capítulo 6 – A Paciência

Como praticar a paciência, a terceira paramita

3_contemplar as próprias faltas quando situações indesejáveis surgem _ a explicação propriamente dita ( 42 a 49)

Considerando que outros fazendo mal a nós é culpa nossa

42: Anteriormente causei danos semelhantes,
Aos seres sencientes,
Portanto, é certo que este dano seja devolvido,
Para mim, que sou a causa do malefício para os outros

É a desvantagem de ter este corpo, a causa do sofrimento

43: Sua arma (bastão) e meu corpo,
São as causas do meu sofrimento.
Uma vez que ele deu causa a sua arma e eu ao meu corpo,
Com o que devo ficar com raiva?

44: Se me agarro com desejo cego,
À este abscesso doloroso de forma humana,
Que não pode suportar ser tocado, magoado.
Com quem devo ficar zangado quando ele está ferido?

É a desvantagem de ter desejado a causa do sofrimento em vidas passadas

45: Os seres infantis não desejam o sofrimento,
E embora eles não desejem sofrer,
Eles são muito ligados às suas causas.
É portanto erro deles se o mal os toca. Por quê então repreendê-los?

46: Assim como os guardiões dos mundos infernais,
E a floresta de navalhas,
São (o sofrimento) produzido pelas minhas próprias ações;
Contra quem, portanto, eu devo ficar com raiva?

Não é apropriado ficar zangado com o outro, já que o nosso próprio karma se junta a ele com a causa do sofrimento

47: Aqueles que me causam dano, de fato,
Vêm pela incitação de meu karma (de momentos prévios),
Se por essas ações eles caem nos infernos,
Certamente sou eu o responsável pela ruína deles (nos reinos inferiores).

A raiva é incorreta e inadequada

48: Na dependência deles eu purifico muitos males,
Aceitando pacientemente os danos que eles causam,
Mas na dependência de mim eles cairão,
Em dor infernal por muito tempo.

49: Portanto, uma vez que eu os maltrato,
Ao mesmo tempo que eles me beneficiam.
Por qual motivo, ó mente ilógica,
Irrita-se de maneira tão equivocada (contra eles)?


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