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	<title>Gampopa &#8211; A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo &#8211; Kagyu Pende Gyamtso</title>
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	<description>Centro Budista Tibetano</description>
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	<title>Gampopa &#8211; A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo &#8211; Kagyu Pende Gyamtso</title>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 28 &#8211; Cap 27 As Dez Coisas Que São Apenas Nomes / Cap 28 As Dez Coisas Que Estão Espontaneamente Presentes Como Grande Felicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Apr 2018 01:36:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[As dez coisas que são apenas nomes ou denominações: Uma vez que a natureza da base é indescritível, “base” é apenas um nome. Uma vez que no caminho não há nada a ser percorrido e ninguém a percorrê-lo, “caminho” é apenas um nome. Uma vez que na maneira como as &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-28?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>As dez coisas que são apenas nomes ou denominações:</p>
<ol>
<li>Uma vez que a natureza da base é indescritível, “base” é apenas um nome.</li>
<li>Uma vez que no caminho não há nada a ser percorrido e ninguém a percorrê-lo, “caminho” é apenas um nome.</li>
<li>Uma vez que na maneira como as coisas são, não há nada para ser observado e nenhum observador, “realização” é apenas um nome.</li>
<li>Já que no estado natural não há nada em que meditar e nenhum meditador, “experiência” é apenas um nome.</li>
<li>Já que na natureza última não há nada a ser feito e nenhum praticante, conduta é apenas um nome.</li>
<li>Uma vez que, em última análise, não há nada a ser guardado e nenhum guarda, “<em>samaya</em>” é apenas um nome.</li>
<li>Uma vez que, em última análise, não há nada a ser acumulado e nenhum acumulador, as “duas acumulações” são apenas nomes.</li>
<li>Uma vez que, em última análise, não há nada a ser purificado e nenhum purificador, os “dois obscurecimentos” são apenas nomes.</li>
<li>Uma vez que, em última análise, não há nada a ser abandonado e nenhum renunciante, “<em>samsara</em>” é apenas um nome.</li>
<li>10. Já que, em última análise, não há nada a ser realizado e nenhum realizador, “fruição” é apenas um nome.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas que são apenas nomes &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>A seguir são as dez coisas que são apenas nomes.</p>
<p><strong>Primeiro</strong>, como a natureza da base ou fundamento não pode ser explicada ou demonstrada, “base” é apenas um nome. A natureza da base ou fundamento da experiência está além de toda (a) elaboração e, portanto não pode ser comunicada. Portanto, qualquer nome ou termo aplicado a ela é apenas uma designação e não a descreve realmente.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, uma vez que o caminho não é um fenômeno composto e, portanto, não é algo que pode ser dividido em um viajante e uma viagem, “caminho” é apenas um nome.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, na natureza última não há nada para observar e nenhum observador, então “realização” é apenas um nome. Quando dizemos “realização”, pensamos em algo novo sendo observado, mas não há nada para observar e não há ninguém a observá-lo.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, no estado natural ou não fabricado, não há nada em que meditar e nenhuma meditação, então a “experiência” da meditação é apenas um nome.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, na natureza última não há surgimento, cessação ou permanência, e, portanto, não há nada a ser feito e nenhum processo de conduta, então “conduta” é apenas um nome.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, uma vez que a natureza última de todas as coisas é livre de qualquer tipo de elaboração ou distinção, e não é um composto, e, portanto, não há nada a ser guardado e nenhum guarda, o termo “<em>samaya</em>” é apenas um nome ou convenção.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, em última análise, não há nada a ser acumulado ou acrescentado, e nenhuma acumulação, de modo que as “duas acumulações” são apenas nomes.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, visto que, em última análise, não há nada a ser purificado e nenhuma purificação, os “dois obscurecimentos” – os obscurecimentos cognitivos e aflitivos &#8211; são apenas nomes.</p>
<p><strong>Nono</strong>, em última análise não há nada a ser abandonado e nenhum processo de abandono, de modo que “<em>samsara</em>” é apenas um nome.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, em última análise, não há nada a ser atingido e nenhuma realização, uma vez que a fruição é espontaneamente presente como nossa verdadeira natureza, por isso “fruição” é apenas um nome. Enquanto estamos ainda sob o poder dos padrões habituais de confusão, a interdependência e os resultados das ações são válidos e infalíveis. Por exemplo, enquanto estamos dormindo e sonhando, ainda estamos assustados, satisfeitos e assim por diante com as aparências que surgem no sonho; mas quando acordamos, todas as imagens do sonho não têm mais validade e nenhum valor. Da mesma forma, assim como as aparências são válidas no sonho, assim é a natureza interdependente pela qual nossa experiência confusa é caracterizada.</p>
<p>Esta lista de dez coisas que são apenas nomes está, portanto, relacionada com um nível muito elevado de realização, como foi o caso de algumas seções anteriores. Esse tipo de coisa, se mal compreendida, pode levá-lo a realizar ações negativas, como na história anterior da pessoa que matou uma cabra.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Estas são as dez coisas que estão espontaneamente presentes como grande felicidade:</h3>
<ol>
<li>Uma vez que a natureza da mente de todos os seres sencientes é o <em>dharmakaya</em>, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que na base, o domínio do <em>dharmata</em>, não há elaborações de características, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que na realização que transcende o intelecto e está além dos extremos não há elaborações de divisão, ela está espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que na experiência livre de atividade mental não há elaborações conceituais, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que na conduta sem-esforço livre de ação não há elaborações de aceitação e rejeição, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que no <em>dharmakaya</em> – espaço e sabedoria indivisíveis &#8211; não há elaborações do apreendido e do apreender, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que no <em>sambhogakaya</em> – compaixão auto manifestada – não há elaborações de nascimento, morte, transferência ou mudança, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que no <em>nirmanakaya</em> – compaixão auto surgida – não há elaborações de percepção de aparências dualísticas, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que no <em>dharmachakra</em> da doutrina não há elaborações da visão de um eu ou de características, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
<li>Uma vez que na atividade de compaixão infinita não há parcialidade ou período, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas que estão espontaneamente presentes como grande felicidade &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>Em seguida, as dez coisas que estão espontaneamente presentes como grande felicidade.</p>
<p><strong>Primeiro</strong>, uma vez que a natureza da mente de cada e todo ser senciente é o <em>dharmakaya</em>, ela é espontaneamente presente como grande felicidade, e, portanto, o <em>dharmakaya</em> ou grande felicidade não tem que ser produzido ou criado.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, uma vez que não há nada no mundo fenomênico que esteja além da vastidão da natureza ou do fundamento (base) de todas as coisas, o fundamento (base) é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, uma vez que a realização que transcende a mente conceitual e está além dos extremos de niilismo e da afirmação de permanência, é sem elaborações de parcialidade e distinção, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, uma vez que a experiência de não-atividade na mente transcende a elaboração de conceitualização, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, uma vez que a conduta que é sem esforço e está além da atividade conceitualmente designada transcende a elaboração de aceitação e rejeição, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, uma vez que no <em>dharmakaya </em>não há elaborações de objetos apreendidos e um sujeito que apreende<em>,</em> que é a união do domínio da vacuidade e da sabedoria última que é o atributo cognitivo da vacuidade, o <em>dharmakaya</em> é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, uma vez que o <em>sambhogakaya</em> que é compaixão auto manifestada, não possui as elaborações de nascimento e morte, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, uma vez que o <em>nirmanakaya </em>que é compaixão auto surgida, transcende a elaboração da falsa imputação de uma dualidade inerente à experiência, ele é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p><strong>Nono</strong>, uma vez que todos os vários giros da roda do <em>dharma </em>pelo Buda transcendem a elaboração da falsa imputação de um eu inerentemente existente, eles são espontaneamente presentes como grande felicidade.</p>
<p><strong>Finalmente</strong>, uma vez que a atividade da compaixão ilimitada não tem divisões e nem período de tempo, ela é espontaneamente presente como grande felicidade.</p>
<p>Essas são as dez coisas que estão espontaneamente presentes como grande felicidade</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>CONCLUSÃO</h3>
<p>Assim, este é o sentido da <em>Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo </em>do incomparável Dagpo Rinpoche, começando pelas dez causas de lamentação e concluindo com as dez coisas que são espontaneamente presentes como grande felicidade. Todos os estágios do caminho, desde o reconhecimento da obtenção de uma preciosa existência humana até as causas, condições, natureza e qualidades do despertar supremo, e a essência da apresentação dos ensinamentos do Buda, sejam os sutras ou os tantras, tudo isso foi explicado neste texto. Esses ensinamentos não são apenas uma composição aleatória de Gampopa, mas são a expressão da genuína realização que surge a partir da prática, completamente baseada nas instruções recebidas de lamas absolutamente autênticos e realizados.</p>
<p>Este texto contém a essência dos ensinamentos recebidos por Gampopa de seus estimados gurus da tradição Kadampa, que expressam a transmissão ininterrupta dos ensinamentos do glorioso Atisha e sua linhagem, que incluem Geshe Dromtonpa, Geshe Chengawa e outros. Conforme destaca Gampopa neste texto, Atisha foi encaminhado para ser o regente do Tibet tanto pelo seu guru raiz, conhecido como Senhor Serlingpa (que significa “aquele vindo da Indonésia”), como pelo seu <em>yidam</em>, Arya Tara.</p>
<p>Esse texto também contempla a essência dos ensinamentos imaculados recebidos do rei de todos os veneráveis, Senhor Milarepa, detentor da essência da mente de todos os eruditos e <em>siddhas</em> da  Índia, conforme transmissão recebida do Senhor Marpa. Marpa recebeu instruções de inumeráveis mestres, mas principalmente daqueles conhecidos na Índia como sendo o sol e a lua, os seres supremos Naropa e Maitripa.</p>
<p>Dessa forma, as essências dessas duas tradições estão combinadas na forma deste texto, <em>a Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo. </em>Isso foi feito pelo Sr. Sonam Rinchem – Gampopa – detentor do tesouro das instruções Kadampa, oriundas de Serlingpa e Atisha e da linhagem <em>mahamudra</em>, vinda de Naropa, Maitripa, Marpa e assim por diante.</p>
<p>Foi dito pelo Sr. Gampopa, “No futuro, todos os indivíduos que tenham devoção em mim e estejam tristes por não terem tido a oportunidade de me encontrar, se eles conhecerem os textos por mim compostos <em>A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo </em>e <em>O ornamento da Preciosa Liberação, </em>será o mesmo que estar diante de mim. Portanto, todos aqueles afortunados que tenham devoção por Gampopa devem ser diligentes no estudo destes dois tratados. Gampopa compôs esses dois textos não tanto para o benefício daqueles do seu tempo, mas para beneficiar as pessoas que futuramente viessem a praticar os ensinamentos da sua tradição. Ou seja, ninguém menos do que nós mesmos.</p>
<p>Além disso, em geral é dito que se você ora para qualquer mestre da linhagem de transmissão do <em>mahamudra</em>, por meios de suas bênçãos você alcançará a experiência da realização ou, qualquer experiência de realização que você já possua, aumentará. Mas é dito que isso é particularmente verdadeiro quando essa devoção é por Gampopa. Ele é de tal forma a incorporação do <em>mahamudra</em> que, apenas por pensar nele, seja em quaisquer níveis de devoção, gera-se uma experiência de realização naqueles que nunca a experimentaram e instantaneamente aumentam a experiência de realização naqueles já a experimentaram.</p>
<p>Nesse sentido, Gampopa é particularmente especial. Esses dois textos são os seus trabalhos mais famosos e são, como ele mesmo diz, a expressão de todo a a sua compaixão, todo a a sua sabedoria e toda a sua habilidade de transmitir a realização do <em>mahamudra</em>.</p>
<p>Por um pequeno espaço de tempo nós estudamos as palavras que integram este texto. Eu sinceramente lhes peço para que não deixem esse texto apenas como palavras na sua memória, mas detenham o seu significado e usufruam de todo o seu esplendor com todo a diligência, devoção e discernimento que puderem reunir. Se assim o fizerem, em virtude das bênçãos do Senhor Gampopa, não há dúvidas de que vocês alcançarão o estado de Buda.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>PERGUNTAS E RESPOSTAS</h3>
<p><strong>P: </strong>O sexto ponto das dez situações nas quais o que quer que seja feito é excelente é para alguém que tenha alcançado completo controle da mente e que não está sujeito às aflições decorrente de pensamentos ou emoções, é excelente tanto abandonar as experiências sensoriais, quanto delas desfrutar. Eu tenho andado bastante confusa sobre certos rumores e fofocas a respeito de professores considerados excelentes, que têm desfrutado de experiências sensoriais de uma maneira aparentemente contrária aos seus votos ou <em>samaya</em>. Como devemos lidar com as confusões a esse respeito?</p>
<p><strong>R</strong>: Nesse ponto, nós absolutamente não temos como saber o que se passa na mente de uma outra pessoa, portanto, não há razão em tentar determinar se o que alguém está fazendo é errado ou não. Tudo o que podemos fazer é saber se o que nossa própria conduta é errada ou não. No caso de mestres cuja conduta lhe incomoda, a melhor forma é você agir com plena fé, porque se houver algo errado isso não vai prejudica-lo(a) e se não houver nada errado, quanto mais fé você tiver, melhor será. Se você não puder fazer isso, tente pelo menos ter a melhor aspiração e não julgar de forma tão severa a ponto de inviabilizar no futuro a possibilidade do surgimento de qualquer tipo de fé.</p>
<p>O problema é que muitos <em>siddhas</em> e <em>bodhisattvas</em> do passado apresentaram comportamentos estranhos em várias ocasiões, comportamentos este que, em qualquer outro contexto, seriam considerados imorais; ocorre que para cada pessoa específica é necessário um remédio específico. Por exemplo, Tilopa, mestre considerado iluminado, matava muitos peixes. Pois bem, não há nada pior do que matar, mas Tilopa tinha a habilidade de liberar aqueles seres sencientes e trazê-los a elevados estados de existência. Entretanto, não haveria outra forma de dizer o que era preciso ser dito naquela ocasião.</p>
<p><strong>P</strong>: Alguns praticantes sabem o que acontecerá após a sua morte. Como saber quais são os sinais indicativos, sem erro, de que renasceremos na Terra Pura ou nos tornaremos um buddha?</p>
<p><strong>R</strong>: Por meio da prática. Especialmente, se você chegar ao ponto de não possuir sequer uma ponta de um pelo de apego aos prazeres desta vida, incluindo pessoas, lugares, coisas ou até mesmo o seu corpo, então você pode ter a certeza de que quando morrer você poderá renascer numa Terra Pura. Essa confiança, que é a mesma coisa sobre a qual já falei antes, cresce com a prática. Quanto mais você pratica, mais confiança você terá.</p>
<p><strong>P</strong>: Passamos oito horas por dia sem praticar o <em>dharma</em>. Eu considero isso uma perda de tempo. O que podemos fazer para pratica o <em>dharma</em> enquanto estamos dormindo?</p>
<p><strong>R</strong>: Há diferentes formas de fazer isso. Dentre os cinquenta-e-um fatores mentais descritos no <em>abhidharma</em>, há quatro que podemos ser considerados virtuosos, não-virtuosos ou neutros. Eles são o sono, o exame, o entendimento e o remorso. Se o seu sono é positivo, negativo ou neutro depende, em larga medida do seu estado mental no momento em que você foi dormir. Isso é a coisa mais importante. Por exemplo, se no momento em que você vai dormir o seu estado mental é de estupidez, no qual você não está pensando em nada, mas está apenas grogue, então o sono se torna apenas estupidez. Se você vai dormir com raiva, seu sono vai ser repleto de raiva e se você vai dormir com uma postura mental virtuosa, o seu sono se torna algo virtuoso.</p>
<p>É recomendado que antes de dormir você se auto visualize como <em>Tchenrezig</em> ou <em>Amithaba</em> e recite o mantra de forma baixa e lentamente, mantendo a visualização e recitando o mantra, e dessa forma você vai relaxando e diminuindo a velocidade da recitação do mantra, ao mesmo tempo em que vai dormindo. Se você tiver confiança nesse processo, ele funcionará ao mesmo tempo em que transformará o seu sono. O sinal disso é que toda vez que você acorda no meio da noite, você se perceberá recitando o mantra. Se você aplicar a plena atenção dessa maneira é perfeitamente possível que o sono não se torne uma perda de tempo.</p>
<p><strong>P</strong>: Dentre as duas acumulações, a acumulação de sabedoria e a acumulação de mérito, há alguma delas que é mais importante do que a outra ou ambas tem a mesma importância?</p>
<p><strong>R</strong>: Nós podemos dizer que do ponto de vista de suas denominações, sabedoria é de alguma forma mais importante do que mérito. De maneira última, todavia, para a realização do estado de Buda, ambas são igualmente necessárias. Elas são como as duas asas de um pássaro. Especificamente, na realização do <em>dharmakaya</em>, que é o abandono de todos os defeitos e o benefício último para si mesmo, o principal elemento é a acumulação de sabedoria. Na realização dos corpos formais, que é a completa, contínua e espontânea atividade de benefício último aos seres, o que é mais importante é a acumulação de mérito.</p>
<p><strong>P</strong>: Das dez perplexidades, eu acredito que a terceira trata de quando não estamos contentes com o que temos hoje, mas fazemos planos para o futuro e eu gostaria de um esclarecimento sobre isso. Isso se refere à nossa prática espiritual ou se trata de algo relacionado às questões materiais, como guardar dinheiro para a nossa aposentadoria? Além disso, há alguma contradição nisso com um outro ensinamento, dado por Gampopa em outra ocasião, de que devemos nos preocupar com nossas vidas futuras?</p>
<p><strong>R:</strong> Não há contradição, pois quando a instrução se refere a encurtar sua atitude mental e pensar apenas no presente, isso significa não fazer planos numa perspectiva material ou mundano, não contar com aquilo que não podemos contar; e, de fato, isso está relacionado ao fato de que você pode morrer a qualquer instante. Você pode encurtar sua atitude em relação às questões mundanas, mas não em relação ao <em>dharma</em>.</p>
<p>Com relação ao <em>dharma</em>, você pode estender a sua atitude. Você pode considerar a possibilidade de que morrerá a qualquer instante e então considerar o que acontecerá depois da morte; você pode considerar as consequências de seus atos e assim por diante. Especialmente se você gerou a <em>bodhicitta</em> você pode inclusive fazer aspirações para um futuro muito distante, “quando eu me tornar um <em>bodhisattva</em>, possa eu realizar tais e tais atos em benefício para os seres sencientes” e daí por diante. Portanto, você deve encurtar sua atitude em relação às questões mundanas e ampliá-la com relação ao <em>dharma</em></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img class=" wp-image-306 aligncenter" src="https://kalu.org.br/wp-content/uploads/2018/08/flower-01-300x265.png" alt="" width="160" height="142" /></p>
<p>Isso conclui <em>A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo, </em>uma coleção de ensinamentos imaculados recebidos pela graça dos mestres <em>Kadampas</em> da tradição do glorioso Dipankara [Atisha], pai e filho [Dromtonpa], aclamados como sendo os iluminadores da doutrina da região norte dos Himalaias, e pelos mestres dotados da sabedoria imaculada e por <em>yidans</em> como Jetsum Drolma, e do rei dos Jetsuns, Milarepa, o detentor do néctar-coração dos <em>siddhas</em> eruditos como Marpa de Lodrak e dos seres supremos Naro e Maitri, renomados na Índia como sendo o sol e a lua. Esse texto foi escrito por Sonam Rinchen, o meditador de Nyi, de Dakpo, à Leste, detentor dos tesouros das instruções Kadampa e mahamudra.</p>
<h4>Colofão</h4>
<p>Nas palavras do Senhor Gampopa: “Para todos os indivíduos do futuro devotos a mim que considerem que não puderam me encontrar: Por favor, leiam os meus tratados <em>A Guilanda Preciosa do Caminho Supremo</em> e <em>O Ornamento da Preciosa Liberação. </em>Será o mesmo que me encontrar pessoalmente. ” Uma vez que ele disse isso, oh afortunados devotos do Senhor Gampopa, sejais diligentes na propagação desses textos.</p>
<p>[Dedicatória ao patrocinador dos blocos de madeira, Tsering Dondrup]</p>
<p><em>O grande sol da vitória dos ensinamentos,</em><br />
<em>Dzamling Dragpa, de auto da compaixão pelos seres,</em><br />
<em>Compôs a preciosa guirlanda do caminho supremo.</em><br />
<em>De forma a servir os ensinamentos nesta vida,</em><br />
<em>Por essa razão, no longo prazo, que todos os nossos queridos pais mães que preenchem o espaço,</em><br />
<em>Possam alcançar as duas aspirações e realizar o verdadeiro estado de Buda,</em><br />
<em>E espalhar os ensinamentos do Vitorioso em todas as direções, por meio da explicação e da prática,</em><br />
<em>Esses blocos de madeira foram produzidos no monastério do Karmapa;</em><br />
<em>Onde permanecem. Possam eles guiar os devotos.</em></p>
<p>Sarwa mangalam.</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>A Preciosa Guirlanda 27 &#8211; Cap 25 As Dez Coisas as Quais o Que  Quer Que Seja Feito é Excelente / Cap 26 As Dez Qualidades do Dharma Genuíno</title>
		<link>https://kalu.org.br/a-preciosa-guirlanda-27-cap-25-as-dez-coisas-as-quais-o-que-quer-que-seja-feito-e-excelente-cap-26-as-dez-qualidades-do-dharma-genuino/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-preciosa-guirlanda-27-cap-25-as-dez-coisas-as-quais-o-que-quer-que-seja-feito-e-excelente-cap-26-as-dez-qualidades-do-dharma-genuino</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Mar 2018 01:30:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[A seguir estão as dez situações nas quais, não importa o que você faça, é excelente: Se um indivíduo cuja mente se voltou para o dharma abandona as atividades, é excelente. Se ele ou ela não as abandona, também é excelente. Se um indivíduo que cortou as superimposições na mente &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-27?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>A seguir estão as dez situações nas quais, não importa o que você faça, é excelente:</p>
<ol>
<li>Se um indivíduo cuja mente se voltou para o <em>dharma</em> abandona as atividades, é excelente. Se ele ou ela não as abandona, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo que cortou as superimposições na mente medita, é excelente. Se ele ou ela não medita, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo que cortou o envolvimento em coisas desejáveis age sem paixão, é excelente. Se ele não agir dessa forma, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo que realizou diretamente o <em>dharmata</em> dorme em uma caverna vazia, é excelente. Se ele ou ela lidera uma grande comunidade, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo que reconhece aparências como ilusórias vive sozinho em retiro, é excelente. Se ele ou ela vagueia por toda a terra, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo que realizou liberdade da mente abandona coisas desejáveis, é excelente. Se ele ou ela participa delas, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo dotado com <em>bodhicitta</em> pratica em solitude, é excelente. Se ele ou ela beneficia outros em uma comunidade, também é excelente.</li>
<li>Se um indivíduo cuja devoção é sem flutuação permanece na presença do seu ou sua guru, é excelente. Se ele ou ela ali não permanece, também é excelente.</li>
<li>Se, para um indivíduo que ouviu muito e entendeu o significado do que ele ou ela ouviu, surjam <em>siddhi</em>s, é excelente. Se obstáculos surgem, também é excelente.</li>
<li>Se um iogue que atingiu a suprema realização possui sinais de <em>siddhi</em> ordinário, é excelente. Se ele ou ela não os possui, também é excelente.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas as quais o que se quer que seja feito é excelente &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p><strong>Primeiro</strong>, para aqueles cujas mentes se voltaram totalmente para o <em>dharma</em>, de tal forma que não há pensamento em qualquer outra coisa que não seja <em>dharma</em>, se eles abandonam todas as atividades mundanas e permanecem somente em retiro é excelente; se eles não abandonam todas as atividades mundanas e não permanecem em retiro também é excelente. Porque suas mentes se voltaram totalmente para o <em>dharma</em>, tais pessoas não se tornam vítimas de aflições mentais grosseiras.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, para aqueles que cortaram todas as concepções equivocadas nas suas próprias mentes, se eles meditam é excelente, se eles não meditam também é excelente. Tais pessoas determinaram que a fonte de todo o sofrimento é a confusão que obscurece a mente, e reconheceram que a natureza da mente, que de outro modo é obscurecida, é o espontaneamente presente <em>dharmakaya</em>.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, para aqueles que cortaram totalmente todo apego ou desejo por prazer, se eles adotam uma existência sem paixão, abandonando todos os prazeres mundanos, é excelente; se eles não adotam uma existência sem paixão, mas permanece no meio dos prazeres mundanos, também é excelente, porque eles não têm apego nenhum a tais prazeres.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, para alguém que realizou diretamente a natureza de todas as coisas, é excelente viver sozinho em uma caverna vazia, e é excelente viver como o líder de uma vasta comunidade.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, para alguém que reconheceu que todas as aparências são como ilusões mágicas, é excelente permanecer sozinho em um retiro solitário /isolado e é também excelente viajar por aí sem direção por todas as terras.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, para aqueles que obtiveram completo controle sobre suas próprias mentes e, portanto, não são de nenhum modo afligidos &#8211; ou mesmo afetados &#8211; por pensamentos e emoções, é excelente se eles abandonam experiências sensoriais prazerosas, e é excelente se eles as desfrutam.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, para aqueles que possuem <em>bodhicitta </em>genuína, se eles praticam sozinhos em solitude é excelente, e se eles permanecem no meio de outros, executando o que é benéfico para outros, também é excelente.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, para aquele que tem inabalável devoção, tal que não importa o que ocorra, ou quais condições estão presentes ou não presentes, sua devoção pelo seu professor autêntico nunca aumenta ou diminui, mas é sempre muito, muito forte, é excelente se eles vivem como atendentes de seu professor, constantemente na presença dele ou dela; e está bem se eles não o fazem.</p>
<p><strong>Nono</strong>, para aqueles que ouviram bastante <em>dharma</em> e efetivamente o entenderam, se sinais de <em>siddhi</em> ou realização surgem em suas práticas é excelente, e se obstáculos surgem também é excelente. Ao entender o significado do <em>dharma</em>, eles não têm nenhuma arrogância se sinais surgem e nenhum medo se obstáculos surgem, porque reconhecem estes dois como ser parte do caminho.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, para um iogue que atingiu a suprema realização, é excelente se sinais de realização ordinária surgem, e é também excelente se não. Realizações ordinárias são coisas tal como percepção extraordinária, a habilidade de trazer outros sob seu poder, a habilidade de prolongar nossas vidas, a habilidade de nós mesmos nos curarmos de doenças, e assim por diante. Estas habilidades são chamadas “ordinárias” porque podem ocorrer a praticantes no caminho budista, e elas podem ocorrer também a pessoas em todo o mundo que as geram por meio de <em>samadhi </em>natural ou adquirido ou absorção meditativa. Isto é comumente encontrado na Índia, por exemplo. A realização suprema é o reconhecimento que leva ao despertar. Para alguém que tem tal realização, não importa se ele ou ela tem ou não o outro.</p>
<p>Estas são as dez situações nas quais o que quer que alguém faça é excelente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h3>Capítulo 26 &#8211; As Dez Qualidades do Dharma Genuíno</h3>
<p>Estas são as dez qualidades do Dharma genuíno:</p>
<ol>
<li>O surgimento no mundo das dez virtudes, as seis perfeições, todas as vacuidades, os fatores do despertar, as quatro nobres Verdades, os quatro <em>dhyana</em>s, as quatro absorções sem forma, o amadurecimento e aspectos liberadores do mantra, e assim por diante, são qualidades do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>O surgimento no mundo de linhagens respeitosas de monarcas humanos, de brâmanes, de chefes de família, os seis tipos de deuses do reino do desejo (como os quatro grandes reis), os dezessete tipos de deuses do reino da forma, e os quatro tipos de deuses sem forma, são qualidades do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>A presença e o surgimento no mundo dos que entraram na corrente, os que retornarão apenas mais uma vez, dos que não retornarão mais, dos <em>arhats, pratyekabuddhas</em> e Budas totalmente oniscientes, é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>O surgimento do benefício espontâneo dos seres sencientes pelos dois corpos formais – a compaixão auto manifestada &#8211; até que o <em>samsara</em> seja esvaziado, devido ao poder da <em>bodhicitta</em> e das aspirações, são qualidades do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>Uma vez que todos os excelentes meios de sustentar seres sencientes surgem inteiramente através do poder das aspirações dos <em>bodhisattvas</em>, essas são qualidades do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>Visto que a felicidade transitória e breve que se experimenta em migrações mais baixas em estados inferiores é devido ao mérito de ações virtuosas, esta é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>Quando a mente de uma pessoa má se transforma em <em>dharma</em> genuíno e ele ou ela se torna uma pessoa sagrada, respeitada por todos, isto é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>Quando alguém que, ao se envolver descuidadamente em transgressões, acumulou as causas para se tornar combustível para os fogos do inferno, transforma sua mente em <em>dharma</em> genuíno e alcança à felicidade dos estados superiores e da liberação, esta é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>O prazer e respeito que todos sentem por alguém que simplesmente tem fé, ou mesmo interesse, inclinação, ou apenas conservam os costumes no <em>dharma</em>, é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
<li>O surgimento de abundantes meios de sustento para aqueles que abandonam todas as posses e, saindo de casa, se tornam desabrigados e se escondem em eremitérios isolados, é uma qualidade do <em>dharma</em> genuíno.</li>
</ol>
<h4></h4>
<h4>As dez qualidades do Dharma Genuíno &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>Em seguida vêm as dez qualidades que são as bênçãos do <em>dharma</em> estar presente no mundo.</p>
<p>A <strong>primeira</strong> delas é uma lista bastante longa. Inclui a proclamação no mundo de coisas como o conceito das dez ações virtuosas<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a> a serem praticadas por todos desde o início; o conceito das seis perfeições a serem praticadas por praticantes intermediários; todas as formas de apresentações da vacuidade dos pontos de vista <em>hinayana</em>, <em>mahayana</em> e <em>vajrayana</em>; os conceitos dos trinta e sete fatores do despertar e as quatro nobres verdades; os quatro <em>dhyanas</em><a href="#_ftn2" name="_ftnref2">[2]</a> e as quatro absorções sem forma<a href="#_ftn3" name="_ftnref3">[3]</a>, que são comuns e não apenas referentes à tradição budista; e especialmente as iniciações e instruções do <em>vajrayana</em>. A presença de todas estas coisas no mundo é devido às bênçãos do <em>dharma</em>.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, dentro do reino humano estão posições importantes e grandes, como famílias reais, e dentro da sociedade, como brâmanes, e outras posições poderosas de riqueza. Dentro do reino dos deuses estão os seis reinos dos deuses do desejo, como os quatro grandes reis, os dezessete reinos da forma, os quatro reinos sem forma, e assim por diante. A presença de todos esses estados de felicidade no mundo deve-se ao acúmulo de mérito pelos indivíduos que os vivenciam e, portanto, é dito que é uma qualidade, ou devido às bênçãos do <em>dharma</em>.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, a presença no mundo daqueles que alcançaram qualquer um dos quatro níveis do caminho dos ouvintes &#8211; dos que entraram na corrente, os que retornarão apenas mais uma vez, dos que não retornarão mais, e <em>arhats</em>; a presença no mundo daqueles que alcançam os níveis dos <em>pratyekabuddhas</em> ou realizadores solitários; e a presença no mundo de budistas oniscientes que aperfeiçoaram o caminho do <em>mahayana</em>, todos surgem por causa das qualidades do <em>dharma</em>.</p>
<p>Em <strong><em>quarto</em></strong> lugar, neste mundo está a realização sem esforço e espontaneamente presente do benefício para os seres sencientes que se manifesta enquanto o <em>samsara</em> não estiver vazio, por meio da exibição natural da compaixão dos Budas na forma dos dois corpos formais. Isso é realizado por meio do poder de sua geração original da intenção de alcançar o supremo despertar, para então estabelecer todos os seres sencientes nesse estado, e sua aspiração durante o caminho para realizar atividades através dos corpos formais que trazem todos os seres sencientes para a felicidade e o despertar. A presença no mundo de toda essa atividade espontânea é devida às qualidades do <em>dharma</em>.</p>
<p>Em<strong> quinto</strong> lugar, todas as abundantes e excelentes coisas físicas que surgem no mundo para apoiar, ajudar e proteger as vidas dos seres sencientes surgem através do poder das aspirações dos <em>bodhisattva</em>s e, portanto, através das qualidades do <em>dharma</em>. Os <em>bodhisattvas </em>fazem tais aspirações como: &#8220;Posso tomar a forma dos quatro elementos, de maneira que cada elemento possa auxiliar e proteger todos os seres sencientes&#8221;.</p>
<p>Em <strong>sexto</strong> lugar, qualquer leve felicidade que se experimenta nos reinos inferiores e nos estados agitados surge do mérito virtuoso acumulado pelos seres nesses estados e, portanto, surge através das qualidades do <em>dharma</em>. O pior dos reinos do inferno é Avici (ou “narme” em tibetano), o oitavo inferno quente, que é um estado de sofrimento ininterrupto. Do ponto de vista de Avici, o sétimo inferno e todos os outros acima dele são ligeiramente melhores, na medida em que há um pouco menos de sofrimento. A razão pela qual há menos sofrimento é que os seres sencientes submetidos a essas experiências têm um pouco mais de virtude e um pouco menos de transgressão em seus contínuos mentais. Visto que é por meio do poder da virtude que há a presença da felicidade relativa, ou menos sofrimento, isso surge através das qualidades do <em>dharma</em>.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, quando uma pessoa má volta sua mente para o <em>dharma</em> e se torna uma pessoa genuína e santa, sendo possível ser respeitada por todos, isso é uma indicação das qualidades do <em>dharma</em>.</p>
<p>Em <strong>oitavo</strong> lugar, quando alguém que se envolveu descuidadamente em atos de transgressão que produz futuro combustível para os fogos do inferno, volta sua mente para o <em>dharma</em> e vem produzir a experiência de reinos mais elevados e para liberação, isso indica as qualidades de <em>dharma</em>.</p>
<p>Em <strong>nono</strong> lugar, quando alguém meramente tem fé, interesse ou deleite no <em>dharma</em>, ou simplesmente assume a aparência ou se veste de um praticante, e, contudo, só por isso torna-se agradável a todos e objeto de respeito, isso indica as qualidades do <em>dharma</em>.</p>
<p><strong>Finalmente</strong>, quando alguém abandona todas as posses e deixa o mundo, vivendo num retiro isolado, e ainda espontaneamente encontra abundancia e excelente sustento, esta é uma qualidade do <em>dharma</em>.</p>
<p>Estas dez coisas são uma breve síntese possíveis das qualidades ilimitadas do <em>dharma</em>.</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> As dez ações virtuosas estão em oposição às dez ações não virtuosas, a saber: malevolência, cobiça, visões errôneas, palavras ofensivas, maledicência, tagarelice, mentira, matar, roubar e má conduta sexual.</p>
<p><a href="#_ftnref2" name="_ftn2">[2]</a> Os quatro dhyanas são quatro níveis de estados meditativos. Eles estão relacionados ao domínio da forma e o apego à sua prática pode conduzir o renascimento no domínio da forma.</p>
<p><a href="#_ftnref3" name="_ftn3">[3]</a>As quatro absorções sem forma são estados meditativos mais elevados que estão relacionados aos domínios da não-forma, os mais elevados dos três reinos do samsara (desejo, forma e não forma).</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 26 &#8211; Cap 24 As Dez Coisas Superiores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 12 Mar 2018 01:27:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Essas são as dez coisas superiores: Um corpo humano dotado com as liberdades e recursos é superior a todos os outros seres sencientes dos seis reinos. Uma pessoa dotada com o dharma é superior a todas as pessoas comuns que não tem o dharma. Este veículo do significado essencial é &#8230;]]></description>
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<p>Essas são as dez coisas superiores:</p>
<ol>
<li>Um corpo humano dotado com as liberdades e recursos é superior a todos os outros seres sencientes dos seis reinos.</li>
<li>Uma pessoa dotada com o <em>dharma</em> é superior a todas as pessoas comuns que não tem o <em>dharma</em>.</li>
<li>Este veículo do significado essencial é superior aos caminhos de todos os outros veículos.</li>
<li>Um instante de conhecimento oriundo de meditação é superior o todo o conhecimento que surge da escuta e da reflexão.</li>
<li>Um instante de virtude não-conceitual é superior a todas as virtudes compostas que existem.</li>
<li>Um instante de <em>samadhi</em> não conceitual é superior a todos os <em>samadhis</em> conceituais que existem.</li>
<li>Um instante de virtude sem mácula é superior a todas as virtudes maculadas que existem.</li>
<li>O surgimento de um instante de realização é superior a todas as experiências que surgem na mente.</li>
<li>Um instante de conduta não conceitual é superior a toda a conduta virtuosa conceitual que existe.</li>
<li>Estar sem fixação em qualquer coisa é superior a toda a generosidade material que há.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas superiores &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>A seguir estão as dez coisas que são especialmente nobres ou superiores.</p>
<p><strong>Primeiro</strong>, entre os seis diferentes tipos de seres sencientes, um ser humano que possui as liberdades e os recursos de uma preciosa existência humana é o mais nobre.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, entre os seres humanos, a maioria dos quais não tem nenhuma ligação com o <em>dharma</em>, um indivíduo que pratica o <em>dharma</em> é o mais nobre.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, entre todos os veículos do Buddhadharma, o veículo essencial último, o verdadeiro significado, o <em>mahamudra</em>, é o mais nobre ou refinado.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, um instante de <em>sherab</em> ou conhecimento oriundo da meditação é superior a todo o conhecimento que possa surgir da escuta e da contemplação, porque (todo) o objetivo final da escuta e da contemplação é levar à meditação e à realização.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, um instante de virtude não composta, ou virtude que inclui a não-conceitualidade do daquele que executa, daquele que a recebe e da ação em si, é superior a toda virtude composta, isto é, virtude realizada por <em>eons</em> e <em>eons</em> com o conceito da existência inerente dos três aspectos de uma ação virtuosa (sujeito, objeto e ação).</p>
<p><strong>Sexto</strong>, um instante de <em>samadhi</em> não-conceitual é superior a todos os <em>samadhis</em> conceituais que existem. Isso significa que um instante do estágio último de realização, com total ausência de qualquer tipo de fixação, seja qual for, é melhor do que todas as práticas de meditação que utilizam diferentes tipos de objetos e, no contexto do mantra secreto, todas as visualizações de divindades, instrumentos, letras, mantras, e assim por diante.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, um instante de virtude sem mácula é superior a todas as virtudes maculadas que existem. Virtude com mácula significa um ato virtuoso realizado com a motivação de alcançar felicidade ou o prazer nesta e em vidas futura, tendo como resultado a maturação desse objetivo. Virtude sem mácula significa a realização da virtude que conduz à realização dos <em>arhats</em>, <em>bodhisattvas</em> e especialmente budas, ou seja, as realizações dos superiores ou <em>aryas</em>, porque não há máculas e nenhuma fonte de deterioração em sua virtude.</p>
<p>Isso está relacionado com o ponto anterior que comparou a virtude composta e a virtude não-composta. Ambas podem ser descritas como causas ou como resultados. Quando as virtudes compostas e não compostas são comparadas como causas, a virtude composta é a virtude com conceitualidade, e a virtude não-composta é a virtude que transcende a fixação conceitual. Quando comparadas como resultados, o resultado para a virtude composta são os prazeres do <em>samsara</em> e para a virtude não-composta a realização da budeidade.</p>
<p>Aqui, comparando a virtude maculada e a sem mácula como causa, a virtude maculada é realizada com a motivação de buscar o próprio prazer e felicidade, e a virtude sem mácula é realizada com a motivação de (realizar/alcançar) a <em>bodhicitta</em>. O resultado no caso da virtude maculada é o prazer do <em>samsara</em>, e no caso da virtude sem mácula é o despertar.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, um instante de realização é superior a todas as experiências de meditação que possa haver. As experiências desaparecem e não deixam necessariamente qualquer efeito sobre nós, enquanto um instante de realização muda tudo para sempre.</p>
<p><strong>Nono</strong>, um instante de conduta não conceitual é superior a toda a conduta virtuosa concebida conceitualmente que possa haver. Embora a conduta dentro de um quadro conceitual &#8211; criação e visualização das imagens do corpo, da palavra e da mente dos Budas, meditação conceitual sobre divindades, recitação de mantras e assim por diante &#8211; sejam de grande mérito, um instante de permanência no estado que transcende toda a elaboração é superior.</p>
<p><strong>Finalmente</strong>, não ter fixação em coisa alguma é superior a toda a generosidade material que existe. Embora a generosidade material que ainda inclui o conceito incorreto de que existe inerentemente uma pessoa que a pratica a generosidade, e assim por diante, é de imenso mérito, isto não se iguala ao reconhecimento de que não há existência inerente, e a total ausência de fixação que é gerada por este reconhecimento.</p>
<p>Estas são as dez coisas especialmente nobres ou superiores.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 25 &#8211; Cap 23 As Dez Coisas Dispensáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 05 Mar 2018 01:22:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Essas são as dez coisas dispensáveis: Se se realizou que a própria mente é a vacuidade, não é mais necessário praticar a escuta e a reflexão; Se se realizou que a mente é desprovida de mácula, não é mais necessário praticar a purificação dos atos nocivos. Se se permanece no &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-25?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Essas são as dez coisas dispensáveis:</p>
<ol>
<li>Se se realizou que a própria mente é a vacuidade, não é mais necessário praticar a escuta e a reflexão;</li>
<li>Se se realizou que a mente é desprovida de mácula, não é mais necessário praticar a purificação dos atos nocivos.</li>
<li>Se se permanece no caminho natural, não é mais necessário praticar as duas acumulações.</li>
<li>Se se mantém a mente em seu estado natural, não é mais necessário utilizar o caminho dos meios e da meditação.</li>
<li>Se se realizou que os pensamentos são <em>dharmata</em>, não é mais necessário meditar na não-concepção.</li>
<li>Se se reconhece as emoções perturbadoras como sendo desprovidas de raízes, não é mais necessário utilizar os antídotos.</li>
<li>Se se realizou que os fenômenos visuais e auditivos são ilusões, não é mais necessário rejeitá-los ou conferir-lhes uma realidade.</li>
<li>Se o sofrimento é reconhecido como <em>siddhi</em>, a busca por prazer é desnecessária.</li>
<li>Se se reconheceu que a mente é não-nascida, não é mais necessário praticar a transferência de consciência.</li>
<li>Se tudo o que se faz é para o benefício dos outros, a preocupação com o próprio benefício é desnecessária.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas dispensáveis &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>Agora chegamos às dez coisas dispensáveis.</p>
<p><strong>Primeiro</strong>, quando você alcança a experiência direta da vacuidade da mente, a escuta e reflexão sobre o <em>dharma</em> são desnecessários. Realizar isso é muito diferente de apenas compreendê-lo.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, quando você reconhece sua consciência como imaculada, já não é necessário purificar os atos nocivos.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, quando você permanece no caminho natural último, então a reunião intencional das acumulações já não é necessária, porque você atingiu ou está atingindo o resultado e a essência dessas acumulações.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, se você permanecer no estado natural da mente e por esse intermédio reconhecer e realizar sua essência, não é necessário meditar usando outros métodos.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, quando você reconhece os pensamentos tais como são, já não é necessário meditar no não pensamento ou na ausência de pensamento. Não é mais necessário tentar bloquear o pensamento.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, quando as aflições mentais são reconhecidas como desprovidas de raízes e sem fundamento, já não é necessário utilizar os antídotos.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, quando todas as aparências e sons são realizados como ilusões mágicas, já não é necessário tentar cessar alguns e tentar realizar outros. Tendo realizado todos os fenômenos como sendo de natureza única, não há nenhuma preferência ou distinção entre os diferentes fenômenos.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, quando o sofrimento é reconhecido como realização ou <em>siddhi</em>, é desnecessário a busca por prazer.</p>
<p><strong>Nono</strong>, se a mente é percebida como não nascida, é desnecessário para qualquer pessoa, no momento da morte fazer <em>powa</em> ou a transferência de consciência.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, se tudo que você faz com seu corpo, palavra e mente é feito para o benefício dos outros, não há necessidade de fazer mais nada para seu próprio benefício, porque o um está incluído no outro.</p>
<p>Estas são as dez coisas que não são mais necessárias.</p>
<p>Esta lista das dez coisas desnecessárias é dirigida àqueles com visão superior e a mais perfeita conduta: aqueles que realizaram as qualidades do caminho superior.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 24 &#8211; Cap 22 As Dez Coisas Indispensáveis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2017 23:53:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Essas são as dez coisas indispensáveis: No início, a fé genuína que surge do medo do nascimento e da morte é indispensável, como a atitude de um cervo que fugiu de uma armadilha; No estágio intermediário, é indispensável uma diligencia tal que, quando chegar o momento da morte, não haverá &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-24?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Essas são as dez coisas indispensáveis:</p>
<ol>
<li>No início, a fé genuína que surge do medo do nascimento e da morte é indispensável, como a atitude de um cervo que fugiu de uma armadilha;</li>
<li>No estágio intermediário, é indispensável uma diligencia tal que, quando chegar o momento da morte, não haverá razão para arrependimentos, como a atitude de um fazendeiro na colheita;</li>
<li>No final, uma mente feliz que não pode morrer é indispensável, como a atitude de uma pessoa que completou um grande esforço;</li>
<li>No início, um reconhecimento de urgência é indispensável, como alguém que foi traspassado por uma flecha;</li>
<li>No estágio intermediário, a meditação sem distrações é indispensável, como os intensos sentimentos de uma mãe cujo único filho morreu;</li>
<li>No final, o reconhecimento de que não há nada a fazer é indispensável, como a atitude de gado libertado por ativistas;</li>
<li>No início, a geração de certeza em relação ao <em>dharma</em> é indispensável, como o sentimento de uma pessoa faminta que encontra boa comida.</li>
<li>No estágio intermediário, a geração de certeza em relação à própria mente é indispensável, como a atitude do lutador que adquiriu a jóia;</li>
<li>No final, a geração de certeza para a não-dualidade é indispensável, como a exposição da fraude de um impostor;</li>
<li>A resolução de se estabelecer na talidade é indispensável, como um corvo voando de um navio.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas indispensáveis &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p><strong>Primeiro</strong>, no começo, você precisa ter a fé genuína e sincera baseada no medo dos sofrimentos do <em>samsara</em>, como o nascimento, a morte, e assim por diante, como a atitude de um cervo que escapou do poço preparado pelos caçadores.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, no estágio intermediário, ao praticar, você precisa ter o tipo de diligência que o deixará sem culpa ou medo no momento da morte, como a atitude de um fazendeiro na época da colheita.</p>
<p>Em <strong>terceiro</strong> lugar, no final, você precisa ter uma mente feliz que não pode morrer, como a atitude de alguém que acaba de realizar algo incrível.</p>
<p>Em <strong>quarto</strong> lugar, no início, você tem que ter um senso de urgência, como alguém que acaba de ser atingido por uma flecha. Ao ser atingido, você não pensa: &#8220;Talvez antes de puxar esta flecha para fora, eu vou tomar uma xícara de chá&#8221;, ou qualquer coisa assim.</p>
<p>Em <strong>quinto</strong> lugar, no estágio intermediário, tem que se ter uma meditação totalmente sem distrações, como a tristeza de uma mãe cujo único filho acaba de morrer. Essa mãe só pensa em sua tristeza noite e dia.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, no final, você tem que ter um reconhecimento de que não há nada para fazer, como o gado libertado do seu confinamento por ativistas. Quando as pessoas possuem gados, é claro, estão sempre as ordenhando, fazendo isso ou fazendo aquilo, o gado tem um monte de trabalho e aborrecimentos. Quando os ativistas quebram as barreiras do seu confinamento, o gado pode vagar ao redor, tendo uma sensação da liberdade e de liberação.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, no começo, você tem que ter uma certeza em relação ao <em>dharma</em> como a de uma pessoa muito faminta que encontra excelente comida.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, no estágio intermediário, você tem que ter uma certeza sobre sua própria mente como a de um lutador quando achou a joia. Isso se refere a uma fábula, uma história que é simbólica: uma vez havia um lutador cuja família tinha lhe dado um diamante, que sempre usava na testa. Ele acabara de ganhar um combate de luta livre, no qual ele e o outro lutador haviam sido espancados e tinham feridas e inchaços em seus rostos e cabeças. Ele não estava nem um pouco perturbado com suas feridas, mas sim por não conseguir encontrar sua joia, achou que a tinha perdido. Ele estava tentando encontrá-lo, olhando ao redor do poço de luta, mas ele não poderia encontrá-lo em qualquer lugar. Então ele foi a um médico, que disse: &#8220;Você tem um monte de ferimentos. É melhor eu começar a trata-las.&#8221;</p>
<p>O lutador disse: &#8220;Eu não me importo com isso! O que me importa é que eu perdi o diamante da minha família.&#8221; Mas o médico insistiu em olhar para as feridas, e notou especialmente um inchaço na testa com grande ferimento. O médico perguntou: &#8220;Agora, como você perdeu esse diamante?&#8221; E o lutador disse: &#8220;Bem, eu estava lutando com ele na minha cabeça”.</p>
<p>O médico olhou dentro do inchaço e descobriu que o diamante tinha ficado preso sob a pele. Ele disse ao lutador: &#8220;Aqui está o seu diamante&#8221;. O lutador estava muito feliz, afinal, descobriu que não tinha perdido o seu diamante. Sua procura fora para ele tinha sido sem sentido, porque o diamante não estava fora, estava dentro e escondido. Este ponto refere-se a ter a certeza de que as qualidades a serem realizadas são encontradas dentro da mente e não devem ser procuradas fora dela.</p>
<p>Essas pequenas fábulas são bastante comuns nos escritos do Gampopa, e também em algumas das canções que Milarepa cantou para Gampopa, e pode ser encontrada na “Chuva da Sabedoria”<a href="#_ftn1" name="_ftnref1">[1]</a>.</p>
<p>Em <strong>nono</strong> lugar, no final, você tem que gerar uma certeza sobre a não-dualidade, que é como expor a fraude de um impostor. É preciso cortar totalmente a falsa imputação da dualidade do experimentador e da experiência, ao determinar que todas as experiências não são estabelecidas como tendo outra natureza que não a própria experiência em si.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, é necessário estabelecer-se firme na talidade que é como um corvo voando livre de uma gaiola ou navio. Quando um corvo sai de uma gaiola ele nunca mais voltará. Além disso, quando um corvo voa de um navio no meio do oceano, ele sempre retornará ao navio. O primeiro significa que, uma vez estabelecido na talidade, não se volta mais à confusão.O significado do segundo é que essa determinação gera a certeza de que os pensamentos que surgem, por serem a expressão da própria talidade, acabam a ela retornando.</p>
<p>Estas são as dez coisas que são necessárias.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><a href="#_ftnref1" name="_ftn1">[1]</a> <em>The rain of Wisdom, </em>tr. Pelo Nalanda Translation Comitee, Boston: Shambala, 1989.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 23 &#8211; Cap 21 As Dez Desorientações dos Praticantes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2017 23:50:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Estas são as dez desorientaçõess dos praticantes: Não confiar em um guru que pratica adequadamente o dharma genuíno, mas seguir um charlatão de fala macia é extremamente desorientador. Não buscar as instruções da linhagem oral dos siddhas, mas enfatizar inutilmente o aspecto intelectual do dharma é extremamente desorientador. Não passar &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-23?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>Estas são as dez desorientaçõess dos praticantes:</p>
<ol>
<li>Não confiar em um guru que pratica adequadamente o <em>dharma</em> genuíno, mas seguir um charlatão de fala macia é extremamente desorientador.</li>
<li>Não buscar as instruções da linhagem oral dos <em>siddhas</em>, mas enfatizar inutilmente o aspecto intelectual do <em>dharma</em> é extremamente desorientador.</li>
<li>Não passar a vida humana em contentamento com quaisquer aparecimentos que surjam no momento, mas elaborar planos com base na presunção de que as coisas permanecerão iguais é extremamente desorientador.</li>
<li>Não refletir sobre o significado do <em>dharma</em> enquanto viver sozinho, mas ensiná-lo em meio a um extenso séquito é extremamente desorientador.</li>
<li>Não usar o excesso de posses para oferendas e generosidade, mas acumular riqueza e bens com ganância e por meio de fraude é extremamente desorientador.</li>
<li>Não guardar apropriadamente o <em>samaya</em> e votos, mas descuidadamente deixar de lado os três portões é extremamente desorientador.</li>
<li>Não se familiarizar com realização da verdadeira natureza das coisas, mas consumir a vida com várias atividades sem importância é extremamente desorientador.</li>
<li>Não domar a própria confusão, mas imprudentemente e tolamente tentar domar a mente dos outros é extremamente desorientador.</li>
<li>Não nutrir a experiência que nasce na mente, mas cultivar formas de alcançar grandeza nesta vida é extremamente desorientador.</li>
<li>Agora, quando condições auspiciosas se reúnem, não se engajar em diligência, mas se deleitar em indolência é extremamente desorientador.</li>
</ol>
<h4>As dez desorientaçõess dos praticantes &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>Em seguida vêm as dez desorientações dos praticantes.</p>
<p><strong>Primeiro</strong>, não confiar em um excelente professor que pratica o <em>dharma</em> adequadamente, mas confiar em um charlatão de fala astuta, é uma causa de extrema desorientação.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, não buscar as preciosas instruções da linhagem oral dos <em>siddhas,</em> mas se empenhar no estudo da lógica e raciocínio é extremamente desorientador.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, não estar contente com quaisquer aparecimentos que surjam no presente, mas fazer extensas preparações para o futuro baseado na presunção de que as coisas permanecerão iguais, é extremamente confuso.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, não pensar sobre o <em>dharma</em> enquanto viver sozinho, mas ensiná-lo em meio a outros, é extremamente desorientador.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, não usar seu excesso de riqueza e posses para oferendas e generosidade com outros, mas acumular riqueza e posses furtivamente é extremamente desorientador. Isto significa que embora você tenha muito dinheiro, você não compartilha nada dele com outras pessoas que podem não ter comida suficiente ou outras coisas, nem faz oferendas com ele. Quando está na hora de fazer oferendas ou realizar qualquer ato de generosidade, você diz, “Eu não tenho nada. Eu não posso dar nada. Desculpe-me, eu desejaria poder” e enquanto isso você está acumulando uma pilha de dinheiro.</p>
<p><strong>Sexto,</strong> não guardar sejam quais forem votos e <em>samaya </em>que você tenha comprometido, mas deixar seu corpo, fala e mente correrem soltos é extremamente desorientador. Isto significa, por exemplo, que você se comprometeu a prática do <em>dharma</em> e a uma certa disciplina de conduta, mas tão logo um filme é lançado, você tem logo que ir vê-lo, se algo excitante acontece na cidade, você tem que tomar parte dele, se há boxe na televisão você tem que assistir, ou se há um novo lugar para ir dançar, você tem que ir lá na primeira noite de abertura.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, não devotar seu tempo e energia para gradual familiarização com o significado que é para ser realizado por meio da prática, mas desperdiçar sua vida em atividades social ou política sem significado é extremamente desorientador.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, não domar sua própria mente ou transcender a confusão que surge em sua própria experiência, mas imprudentemente tentar domar as mentes de outros, é extremamente desorientador. Se você não domar primeiro sua própria mente, então tentar domar a mente dos outros ou aliviar a confusão de outros não irá funcionar, porque você ainda estará tão confuso que você não saberá como fazê-lo, e você provavelmente só irá gerar aflição mental. Por exemplo, quando alguém se direciona entre duas pessoas que estão brigando e tenta separá-los e pacificar a situação, frequentemente a pessoa que está intervindo fica brava, e então há três pessoas brigando ao invés de duas.</p>
<p><strong>Nono</strong>, não nutrir o desenvolvimento progressivo de qualidades que surgem por meio de sua experiência da prática, como fé, compaixão, e assim por diante, mas ao invés, alimentar o desenvolvimento de grandeza nesta vida, tal como uma alta posição em uma comunidade ou monastério, fama, riqueza e assim por diante é extremamente desorientador.</p>
<p><strong>Finalmente</strong>, nesse momento, quando as causas e condições necessárias para a oportunidade de praticar <em>dharma</em> estão presentes, não ser diligente mas se deleitar em preguiça e indolência é extremamente desorientador.</p>
<p>Estas são as dez causas de extrema desorientação.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 22 &#8211; Cap 20 As Dez Coisas Perfeitamente Puras</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Nov 2017 23:37:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[As dez coisas perfeitamente puras: Ter confiança na lei da causalidade constitui o ponto de vista perfeitamente puro dos seres de capacidade inferior. Realizar que todos os dharmas, internos e externos, são as quatro uniões[1], constitui o ponto de vista perfeitamente puro dos seres de capacidade intermediária. Realizar que o &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-22?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<p>As dez coisas perfeitamente puras:</p>
<ol>
<li>Ter confiança na lei da causalidade constitui o ponto de vista perfeitamente puro dos seres de capacidade inferior.</li>
<li>Realizar que todos os <em>dharmas</em>, internos e externos, são as quatro uniões[1], constitui o ponto de vista perfeitamente puro dos seres de capacidade intermediária.</li>
<li>Realizar que o objeto contemplado, aquele que contempla e a realização em si são indiferenciados, constitui o ponto de vista perfeitamente puro dos seres de capacidades superiores.</li>
<li>Permanecer focalizado sem distração no suporte escolhido constitui a meditação perfeitamente pura dos seres de capacidade inferior.</li>
<li>Permanecer absorvido na contemplação das quatro uniões constitui a meditação perfeitamente pura dos seres de capacidade intermediária.</li>
<li>O objeto da meditação, o sujeito que medita e a própria prática sendo indiferenciados; permanecer na não-conceitualização constitui a meditação perfeitamente pura dos seres de capacidades superiores.</li>
<li>Manter a disciplina de conduta como quem guarda a pupila dos próprios olhos constitui a conduta perfeitamente pura dos seres de capacidade inferior.</li>
<li>Ter a experiência de todos os fenômenos como sendo ilusão ou sonho constitui a conduta perfeitamente pura dos seres de capacidade intermediária.</li>
<li>Permanecer no não-agir, em todas as circunstâncias, constitui a conduta perfeitamente pura dos seres de capacidades superiores.</li>
<li>A diminuição e a pacificação de todas as emoções perturbadoras e do apego ao “eu” constitui o sinal perfeitamente puro de êxito para os seres das três categorias.</li>
</ol>
<p><em>[1]  “As quarto uniões” são aparência e vacuidade; consciência lúcida e vacuidade; prazer e vacuidade e lucidez e vacuidade</em></p>
<h4>As dez coisas perfeitamente puras &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p><strong>Primeiro</strong>, ter confiança no resultado das ações é a visão perfeita para o iniciante. Isto significa, reconhecer que a transgressão leva ao sofrimento e a virtude leva à felicidade.</p>
<p><strong>Segundo</strong>, o reconhecimento de que todas as coisas internas e externas são a união da consciência-lúcida (<em>rigpa</em>) e da vacuidade, e a união da aparência e da vacuidade é a visão perfeita para um praticante intermediário. Isso refere-se à visão conectada com a prática do <em>bodhisattvayana</em>.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, perceber que o que se vê, o espectador, e a realização em si são indivisíveis ou indiferenciados é a visão perfeita de um praticante avançado ou alguém com capacidades superiores. Isto refere-se principalmente ao nível <em>vajrayana</em>, mas esse (ponto de vista) tipo de percepção também pode estar presente na prática do <em>mahayana</em>, especialmente durante as sessões de meditação.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, permanecer com uma mente que é intencionalmente dirigida para um objeto de meditação, isto é, permanecer em um estado completo de tranquilidade, é a meditação perfeita para um iniciante.</p>
<p><strong>Quinto</strong>, da mesma forma, permanecer em <em>samadhi</em> (absorção meditativa) que é o reconhecimento das quatro unidades, é a meditação perfeita para um praticante intermediário. As quatro unidades são as unidades da aparência e da vacuidade, do som e da vacuidade, da felicidade e da vacuidade, e da consciência-lúcida (<em>rigpa</em>) e da vacuidade.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, permanecer no estado não conceitual no qual o objeto sobre o qual se medita, o meditador e a prática são reconhecidos como sendo indivisíveis, é a meditação perfeita para alguém de faculdades elevadas ou para os praticantes mais avançados. Essa é a prática suprema de ambas, <em>sutrayana</em> e <em>tantrayana</em>, e é conhecida como a não conceitualização dos três aspectos de qualquer situação.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, manter-se aderente ao princípio de causa e efeito das ações com o mesmo cuidado que cuida de seus olhos é a conduta perfeita do iniciante.</p>
<p><strong>Oitavo</strong>, conduzir-se com o reconhecimento de que todas as coisas que você experimenta são como um sonho ou uma ilusão mágica, um reconhecimento que surge da prática da meditação, é a conduta perfeita para uma pessoa de faculdades intermediárias ou de um nível intermediário, que é alguém que pratica o caminho do <em>bodhisatva</em>.</p>
<p><strong>Nono</strong>, permanecer no &#8220;não agir&#8221; é a conduta perfeita de um praticante avançado ou alguém de faculdades superiores. Isto significa não ter nenhum conceito do que é agir, do que é o não agir, e assim por diante.</p>
<p>Há duas maneiras de entender esses três conjuntos de três. Às vezes as pessoas os entendem no sentido de que primeiro você pratica o que é apropriado para um iniciante; então, quando você se torna um praticante intermediário, você abandona isso e muda para a maneira de fazer as coisas do praticante intermediário; e quando você se torna um praticante avançado, você abandona isso também. Isso é praticar sequencialmente e exclusivamente os três.</p>
<p>A outra maneira de entender isso é que como um iniciante, você pratica o que é apropriado para um iniciante; então quando você se torna mais avançado, você continua praticando isso, mas acrescenta (a ela) o que é adequado para um praticante intermediário; e quando você se torna um praticante avançado, você continua com essas duas práticas e adiciona-lhes o discernimento de um praticante avançado. A segunda maneira de ver isso é a correta; elas são praticadas sequencialmente, mas não exclusivamente. Em outras palavras, não jogue fora os níveis inferiores quando você avançar para os superiores.</p>
<p>A <strong>décima</strong> coisa perfeita é a diminuição progressiva e a pacificação de toda fixação em uma existência inerente do &#8220;eu&#8221; e de toda aflição mental. Esse é o sinal perfeito, correto e genuíno de práticas bem-sucedidas para alguém de qualquer uma das três faculdades &#8211; menor, intermediária e maior &#8211; ou qualquer um dos três níveis.</p>
<p>Estas são as dez coisas perfeitamente puras.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 21 &#8211; Cap 19 As dez coisas pelas quais se causa a própria felicidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2017 10:47:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Ao abandonar a aversão e o apego dos profanos para consagrar-se ao Santo Dharma, causa-se a própria felicidade; Ao deixar lar e amigos, para confiar-se a um santo homem, causa-se a própria felicidade; Ao abandonar a agitação do mundo para praticar o estudo, a reflexão e a meditação, causa-se a &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-21b?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<ol>
<li>Ao abandonar a aversão e o apego dos profanos para consagrar-se ao Santo Dharma, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao deixar lar e amigos, para confiar-se a um santo homem, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao abandonar a agitação do mundo para praticar o estudo, a reflexão e a meditação, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao deixar as pessoas das cidades e as relações para permanecer na solidão, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao cortar todos os laços com os objetos dos sentidos para ancorar-se firmemente no não apego, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao contentar-se com posse modestas e ao abandonar toda ambição, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao cumprir exatamente as promessas, mantendo-se independente, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>A não se apegar às alegrias efêmeras desta vida e dedicando-se a realizar a felicidade estável do Despertar, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao abandonar o apego ao que é material para meditar na vacuidade, causa-se a própria felicidade;</li>
<li>Ao praticar as duas acumulações, não deixando o corpo, palavra e a mente no estado ordinário, causa-se a própria felicidade;</li>
</ol>
<h4>As dez coisas pelas quais se causa a própria felicidade &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>Em seguida vêm as dez situações de grande bondade por si mesmo. <strong>Primeiro</strong>, é uma grande bondade para si mesmo praticar o puro Dharma abandonando o apego e a aversão para as coisas deste mundo. Ao fazê-lo gerará a sua própria liberação, que é para si próprio à realização ultima e definitiva.</p>
<p>Em <strong>segundo</strong> lugar, a permanecer solteiro e abandonar amigos e familiares, apenas confiando em indivíduos sagrados ou genuínos, é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p><strong>Terceiro</strong>, abandonar a distração, e em vez disso, ouvir, contemplar e meditar é uma grande bondade para si mesmo. Mesmo quando esta sendo assistido ou na presença de um professor autentico, é possível que ainda possa se dedicar a subjugar os inimigos e satisfazer seus amigos. É uma grande bondade para si mesmo colocar as instruções em prática através da audição, contemplação e meditação abandonando todas essas distrações e atividades sem sentido.</p>
<p><strong>Quarto</strong>, abandonar fortemente a familiaridade com pessoas através da vivencia delas sendo o sujeito da suas próprias fantasias e em vez disso permanecer sozinho na solidão é uma grande bondade consigo mesmo.</p>
<p>Em <strong>quinto</strong> lugar, não vai funcionar permanecendo na solidão, se ainda estiver ligado a todas as coisas externas. Assim, se permanece em solidão para cortar apego aos prazeres e coisas desejáveis, mantendo em um estado estável do desapego é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p><strong>Sexta</strong>, nessa situação deve se satisfazer com o suficiente de roupa para não passar frio e de comida o suficiente para não passar fome. Estar satisfeito com apenas o que é suficiente e não ter nenhum interesse ou desejo de coisas boas é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, não se rendendo por sua independência e fazendo escolhas de ações de corpo, fala e mente para permitir que sua prática seja estável e desimpedida é uma grande bondade para si mesmo. Isso não significa que você não possa cooperar com outras pessoas ou a partir deles receber benefícios ou mesmo dar; isso significa que, no contexto da prática, quando você tem o que você precisa, você não deve render a sua independência a qualquer outra pessoa.</p>
<p>Em <strong>oitavo</strong> lugar, não dar atenção aos prazeres efêmeros da vida, mas fervorosamente realizar o despertar que é a felicidade permanente é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p><strong>Nona</strong>, no contexto da prática, abandonar toda fixação de solidez das aparências experienciadas nas coisas e cultivar a realização na vacuidade é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, permanecendo em solidão, não permitir que o seu corpo, fala e mente escorregue em mediocridade, mas sim exercer-se na realização unificada das duas acumulações é uma grande bondade para si mesmo.</p>
<p>Estas são as dez coisas que são de grande bondade para si mesmo.</p>
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		<item>
		<title>A Preciosa Guirlanda 20 &#8211; Cap 18 As dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade (Parte 2)</title>
		<link>https://kalu.org.br/a-preciosa-guirlanda-20-cap-18-as-dez-coisas-pelas-quais-se-causa-a-propria-infelicidade-parte-2/?utm_source=rss&#038;utm_medium=rss&#038;utm_campaign=a-preciosa-guirlanda-20-cap-18-as-dez-coisas-pelas-quais-se-causa-a-propria-infelicidade-parte-2</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Nov 2017 10:44:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Estabelecendo um lar sem ter os meios de subsistência, semelhante ao idiota que toma veneno, causa-se a própria infelicidade. Se, esquecido do Dharma, cometem-se atos nocivos, tal como o louco que se precipita num abismo, causa-se a própria infelicidade. Enganando o próximo, causa-se a própria infelicidade como se sentasse para &#8230;]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//soundcloud.com/sanghakpg/a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo-20?in=sanghakpg/sets/gampopa-a-preciosa-guirlanda-do-caminho-supremo&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=false" width="100%" height="auto" frameborder="no" scrolling="no"></iframe></p>
<ol>
<li>Estabelecendo um lar sem ter os meios de subsistência, semelhante ao idiota que toma veneno, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Se, esquecido do Dharma, cometem-se atos nocivos, tal como o louco que se precipita num abismo, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Enganando o próximo, causa-se a própria infelicidade como se sentasse para um festim envenenado.</li>
<li>O desmiolado que tenta guiar um grande número de pessoas causa a própria infelicidade, como uma velha cuidando do rebanho.</li>
<li>Se, sem desenvolver a nobre preocupação com o bem alheio, pleno de tendências profanas, esforça-se em obter uma felicidade egoísta, é como uma pessoa vagando pelas estepes do Norte e causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Ao empreender tarefas irrealizáveis causa-se a própria infelicidade como uma pessoa fraca tentando carregar um fardo pesado demais.</li>
<li>Desconsiderar com orgulho o Santo Lama e os ensinamentos do Vitorioso é como o poderoso que negligencia os conselhos de seus conselheiros e causa a própria infelicidade.</li>
<li>Demorando-se nas cidades e postergando, por interesse pelas atividades mundanas, a prática do Dharma, causa-se a própria infelicidade, como o animal selvagem que desce aos vales (arriscando ser perseguido e morto).</li>
<li>Se, negligenciando a preservação do conhecimento primordial da mente, deixa-se levar pelo espetáculo do mundo condicionado, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Ao utilizar indevidamente as oferendas feitas ao Lama e às Três (Joias) Raras e Sublimes, causa-se a própria infelicidade, como a criança que leva brasa à boca.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas que causam a própria infelicidade &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>A seguir estão as dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade. A <strong>primeira</strong> delas é quando um praticante de Dharma solteiro casa-se e então descobre que não há oportunidade para praticar por causa das responsabilidades que vem com isso, como criar filho e assim por diante. Tal situação de vida, em vez de ser um apoio para a prática, torna-se um obstáculo para a prática do Dharma e uma fonte de renascimento nos reinos inferiores. Isto é similar a uma pessoa tola comendo um forte veneno porque ele ou ela gosta da cor ou do aroma dele.</p>
<p>A <strong>segunda</strong> situação pela qual se causa a própria infelicidade é quando alguém obteve a existência humana com a oportunidade de praticar o Dharma, e então não pratica mas se empenha em transgressões. É como uma pessoa insana saltando de um penhasco. Insanidade aqui é uma metáfora para a situação de não praticar o Dharma quando você tem a oportunidade de fazê-lo, e saltando de um penhasco é uma metáfora para se ocupar em transgressões.</p>
<p>A <strong>terceira</strong> coisa pela qual se causa a própria infelicidade é violar seus votos e samaya, e então sabendo disso se torna um charlatão que engana outros e finge ser um professor genuíno. É como comer comida envenenada, que pode aliviar a fome temporariamente, mas também causa a morte. Da mesma forma, você pode enganar outros, pensando que a curto prazo isto será de grande ajuda, mas a longo prazo, você somente causará sua própria infelicidade.</p>
<p>A <strong>quarta</strong> situação é para alguém de pouca inteligência se tornar o diretor de uma comunidade monástica ou secular. É como forçar uma pessoa muito velha que mal pode se mover a cuidar do rebanho. Esta situação refere-se a alguém sem a habilidade de dirigir uma organização ou comunidade de forma benéfica e habilidosa.</p>
<p>A <strong>quinta</strong> coisa pela qual se causa a própria infelicidade é não ser diligente em realizar benefício para outros através de uma excelente motivação, mas em vez disso,  esforçar-se na realização de seus próprios objetivos pela motivação das oitos coisas do mundo – desejo por elogio e ganho e assim  por diante. É como uma pessoa cega vagando em um lugar selvagem ou num vasto deserto. Não se empenhando naquilo que beneficia outros com uma boa motivação, você não tem oportunidade de acumular mérito. Sabendo disso, se engajando naquilo que pareceria beneficiar você mesmo com ganho, vantagem, elogio e assim por diante como sua motivação, você não realizará nenhum benefício para si você mesmo nesta vida, e você acumulará a causa para enorme sofrimento em vidas futuras. De forma similar, uma pessoa cega que é colocada no meio do deserto ou de um local selvagem não tem como encontrar seu destino.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, ao assumir um grande e difícil esforço o qual você não tem como realizar, e se comprometer com isso, é causa de sua própria infelicidade. É como uma pessoa muito fraca tentando carregar um fardo muito pesado.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, desconsiderar com arrogância as instruções ou conselho de um professor autêntico e as instruções registradas e recomendações do Buda é causar a própria infelicidade. É como um poderoso líder não escutando seus sábios conselheiros. Como uma ilustração disso, há um longo tempo atrás havia um monastério em especial no Tibete oriental, em Kham. Na mesma região do monastério havia um poderoso nobre que não estava particularmente associado com o monastério de nenhuma forma. Ele estava tendo uma disputa com o governo imperial chinês e eles estavam se preparando para invadir seu território. O monastério era bastante poderoso na região, então esse lorde suplicou para seus líderes e disse, “Você me apoiará na minha contenda com o governo imperial?”.  O conselho monástico discutiu este pedido, e a maioria dos membros disseram, “Não, nós não devemos nos envolver nessa briga. Não é da nossa conta.” Mas um poderoso e franco membro do conselho monástico disse, “ Nós devemos ajudar esse nobre porque se ele vencer ele ficará em débito conosco. Nós poderemos espalhar nossa influência no território dele e ele ficará submetido a nós.” Ele era tão forte em seu argumento que eles ficaram seduzidos por eles e apoiaram o nobre. Conforme aconteceu, os Chineses venceram, e eles destruíram não só o território do nobre mas o monastério também, porque o monastério o apoiou. Essa é uma ilustração de tempos atrás desse tipo de situação.</p>
<p>A <strong>oitava</strong> forma de causar sua própria infelicidade é se, tendo estudado e contemplado o Dharma, você não o pratica, mas ao invés procrastina e vagueia entre as habitações das pessoas. É como um animal selvagem que não permanece nas montanhas onde é seguro, mas vagueia em regiões de humanos e, portanto, será morto.</p>
<p><strong>Nona</strong>, tendo recebido do seu professor uma introdução ou sido apontado acerca do conhecimento natural, não nutrir isso pela prática, mas ser desviado pela elaboração de distração, é causar sua própria infelicidade. É como ser um pássaro com uma asa quebrada. Assim como um pássaro com uma asa quebrada ainda possui asas, você ainda terá recebido a introdução, o apontamento, mas o poder disso terá sido quebrado pelo seu próprio envolvimento em distração.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, consumir descuidadamente as posses e riqueza de seu guru e das Três Joias causará sua própria infelicidade. É como uma pequena criança que vê uma brasa ardente ao fogo e, atraída pela cor vermelha, agarra-a e coloca-a em sua boca. Significa tomar coisas que são oferecidas para auxiliar professores e a comunidade monástica, e consumi-las por motivo de prazer e luxo.</p>
<p>Estas são as dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade.</p>
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		<title>A Preciosa Guirlanda 19 &#8211; Cap 18 As dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade (Parte 1)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sangha Kpg]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2017 11:40:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gampopa - A Preciosa Guirlanda do Caminho Supremo]]></category>
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					<description><![CDATA[Estabelecendo um lar sem ter os meios de subsistência, semelhante ao idiota que toma veneno, causa-se a própria infelicidade. Se, esquecido do Dharma, cometem-se atos nocivos, tal como o louco que se precipita num abismo, causa-se a própria infelicidade. Enganando o próximo, causa-se a própria infelicidade como se sentasse para &#8230;]]></description>
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<li>Estabelecendo um lar sem ter os meios de subsistência, semelhante ao idiota que toma veneno, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Se, esquecido do Dharma, cometem-se atos nocivos, tal como o louco que se precipita num abismo, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Enganando o próximo, causa-se a própria infelicidade como se sentasse para um festim envenenado.</li>
<li>O desmiolado que tenta guiar um grande número de pessoas causa a própria infelicidade, como uma velha cuidando do rebanho.</li>
<li>Se, sem desenvolver a nobre preocupação com o bem alheio, pleno de tendências profanas, esforça-se em obter uma felicidade egoísta, é como uma pessoa vagando pelas estepes do Norte e causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Ao empreender tarefas irrealizáveis causa-se a própria infelicidade como uma pessoa fraca tentando carregar um fardo pesado demais.</li>
<li>Desconsiderar com orgulho o Santo Lama e os ensinamentos do Vitorioso é como o poderoso que negligencia os conselhos de seus conselheiros e causa a própria infelicidade.</li>
<li>Demorando-se nas cidades e postergando, por interesse pelas atividades mundanas, a prática do Dharma, causa-se a própria infelicidade, como o animal selvagem que desce aos vales (arriscando ser perseguido e morto).</li>
<li>Se, negligenciando a preservação do conhecimento primordial da mente, deixa-se levar pelo espetáculo do mundo condicionado, causa-se a própria infelicidade.</li>
<li>Ao utilizar indevidamente as oferendas feitas ao Lama e às Três (Joias) Raras e Sublimes, causa-se a própria infelicidade, como a criança que leva brasa à boca.</li>
</ol>
<h4>As dez coisas que causam a própria infelicidade &#8211; Comentários de Khenpo Karthar Rinpoche</h4>
<p>A seguir estão as dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade. A <strong>primeira</strong> delas é quando um praticante de Dharma solteiro casa-se e então descobre que não há oportunidade para praticar por causa das responsabilidades que vem com isso, como criar filho e assim por diante. Tal situação de vida, em vez de ser um apoio para a prática, torna-se um obstáculo para a prática do Dharma e uma fonte de renascimento nos reinos inferiores. Isto é similar a uma pessoa tola comendo um forte veneno porque ele ou ela gosta da cor ou do aroma dele.</p>
<p>A <strong>segunda</strong> situação pela qual se causa a própria infelicidade é quando alguém obteve a existência humana com a oportunidade de praticar o Dharma, e então não pratica mas se empenha em transgressões. É como uma pessoa insana saltando de um penhasco. Insanidade aqui é uma metáfora para a situação de não praticar o Dharma quando você tem a oportunidade de fazê-lo, e saltando de um penhasco é uma metáfora para se ocupar em transgressões.</p>
<p>A <strong>terceira</strong> coisa pela qual se causa a própria infelicidade é violar seus votos e samaya, e então sabendo disso se torna um charlatão que engana outros e finge ser um professor genuíno. É como comer comida envenenada, que pode aliviar a fome temporariamente, mas também causa a morte. Da mesma forma, você pode enganar outros, pensando que a curto prazo isto será de grande ajuda, mas a longo prazo, você somente causará sua própria infelicidade.</p>
<p>A <strong>quarta</strong> situação é para alguém de pouca inteligência se tornar o diretor de uma comunidade monástica ou secular. É como forçar uma pessoa muito velha que mal pode se mover a cuidar do rebanho. Esta situação refere-se a alguém sem a habilidade de dirigir uma organização ou comunidade de forma benéfica e habilidosa.</p>
<p>A <strong>quinta</strong> coisa pela qual se causa a própria infelicidade é não ser diligente em realizar benefício para outros através de uma excelente motivação, mas em vez disso,  esforçar-se na realização de seus próprios objetivos pela motivação das oitos coisas do mundo – desejo por elogio e ganho e assim  por diante. É como uma pessoa cega vagando em um lugar selvagem ou num vasto deserto. Não se empenhando naquilo que beneficia outros com uma boa motivação, você não tem oportunidade de acumular mérito. Sabendo disso, se engajando naquilo que pareceria beneficiar você mesmo com ganho, vantagem, elogio e assim por diante como sua motivação, você não realizará nenhum benefício para si você mesmo nesta vida, e você acumulará a causa para enorme sofrimento em vidas futuras. De forma similar, uma pessoa cega que é colocada no meio do deserto ou de um local selvagem não tem como encontrar seu destino.</p>
<p><strong>Sexto</strong>, ao assumir um grande e difícil esforço o qual você não tem como realizar, e se comprometer com isso, é causa de sua própria infelicidade. É como uma pessoa muito fraca tentando carregar um fardo muito pesado.</p>
<p><strong>Sétimo</strong>, desconsiderar com arrogância as instruções ou conselho de um professor autêntico e as instruções registradas e recomendações do Buda é causar a própria infelicidade. É como um poderoso líder não escutando seus sábios conselheiros. Como uma ilustração disso, há um longo tempo atrás havia um monastério em especial no Tibete oriental, em Kham. Na mesma região do monastério havia um poderoso nobre que não estava particularmente associado com o monastério de nenhuma forma. Ele estava tendo uma disputa com o governo imperial chinês e eles estavam se preparando para invadir seu território. O monastério era bastante poderoso na região, então esse lorde suplicou para seus líderes e disse, “Você me apoiará na minha contenda com o governo imperial?”.  O conselho monástico discutiu este pedido, e a maioria dos membros disseram, “Não, nós não devemos nos envolver nessa briga. Não é da nossa conta.” Mas um poderoso e franco membro do conselho monástico disse, “ Nós devemos ajudar esse nobre porque se ele vencer ele ficará em débito conosco. Nós poderemos espalhar nossa influência no território dele e ele ficará submetido a nós.” Ele era tão forte em seu argumento que eles ficaram seduzidos por eles e apoiaram o nobre. Conforme aconteceu, os Chineses venceram, e eles destruíram não só o território do nobre mas o monastério também, porque o monastério o apoiou. Essa é uma ilustração de tempos atrás desse tipo de situação.</p>
<p>A <strong>oitava</strong> forma de causar sua própria infelicidade é se, tendo estudado e contemplado o Dharma, você não o pratica, mas ao invés procrastina e vagueia entre as habitações das pessoas. É como um animal selvagem que não permanece nas montanhas onde é seguro, mas vagueia em regiões de humanos e, portanto, será morto.</p>
<p><strong>Nona</strong>, tendo recebido do seu professor uma introdução ou sido apontado acerca do conhecimento natural, não nutrir isso pela prática, mas ser desviado pela elaboração de distração, é causar sua própria infelicidade. É como ser um pássaro com uma asa quebrada. Assim como um pássaro com uma asa quebrada ainda possui asas, você ainda terá recebido a introdução, o apontamento, mas o poder disso terá sido quebrado pelo seu próprio envolvimento em distração.</p>
<p><strong>Décimo</strong>, consumir descuidadamente as posses e riqueza de seu guru e das Três Joias causará sua própria infelicidade. É como uma pequena criança que vê uma brasa ardente ao fogo e, atraída pela cor vermelha, agarra-a e coloca-a em sua boca. Significa tomar coisas que são oferecidas para auxiliar professores e a comunidade monástica, e consumi-las por motivo de prazer e luxo.</p>
<p>Estas são as dez coisas pelas quais se causa a própria infelicidade.</p>
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