Taranatha – A Essência da Ambrosia 20 – Contemplação 33

 

Nos ensinamentos de hoje, tivemos uma revisão sobre a meditação de Dordje Chang Tungma e, em seguida tivemos a leitura, os comentários e a meditação analítica sobre as contemplação 33, do capítulo 7 do livro.

 


CAPÍTULO 7 – Aspectos da Originação

Contemplação 32 -Contemplação Sobre as Causas e Resultados da Liberação

Tendo abandonado a existência cíclica eu devo alcançar a liberação, entretanto eu devo considerar qual é a natureza da liberação.

O que é chamado “liberação” não é um lugar, um outro país ou endereço para a qual podemos viajar. É cortar pela raiz as emoções perturbadoras que encobrem a nossa inteligência primordial. A partir daí, elas não reaparecerão e serão purificadas na imensidão.

Uma vez sendo purificado, não é mais necessário deliberadamente renunciar às ações porque resultados cármicos não podem mais surgir. Todo o ciclo da acumulação cármica desaparece na imensidão.

Na terminologia do cânone budista: “Uma vez que as sementes são abandonadas, os frutos não podem surgir.” Uma vez que o carma e as aflições emocionais tenham sido abandonados, a existência cíclica não surgirá novamente. Qualquer traço que lembre o carma é apenas sobra e será rapidamente dispersado.

Liberação é ser estabelecido na consciência primordial imaculada, tendo esgotado completamente todos os sofrimentos dos três domínios do ciclo (das existências).
“Abandono sem retorno” significa que depois do momento em que a liberação é alcançada é impossível que esse estado se deteriore.

A causa da obtenção dessa liberação é o abandono de todos os véus e o conhecimento transcendente imaculado que apreende o modo de ser, a ausência de eu etc. Para isso é preciso uma mente concentrada em um estado de absorção. Para obter uma mente concentrada é necessária uma ética perfeitamente pura. Essa ética, constituída por um pensamento de renúncia completamente puro e pela visão da ausência do eu, constitui o veículo da realização da liberação.

Assim, para me tornar livre da existência cíclica, é preciso preservar a ética e praticar a absorção meditativa. Uma vez que se desenvolve o conhecimento transcendente que surge da meditação, o significado da impermanência, da vacuidade, do sofrimento e da ausência do eu serão apreendidos.

Contemplar desta forma repetidamente.

Neste momento é oportuno explicar ao estudante a apresentação comum da fruição, paz e nirvana e uma apresentação simples dos três treinamentos. Contudo, apesar das instruções sobre a meditação de pacificação e meditação sobre a ausência do eu poderem ser transmitidas nesse ponto desta prática, um indivíduo de média capacidade não pode ainda captar o ponto central dessa prática. Assim, as instruções sobre meditação da pacificação e ausência do eu caem na categoria das contemplações para as pessoas de grande capacidade. No Capítulo 8, a prática é gradualmente desenvolver o desejo de treinar no caminho da liberação. Isso completa as práticas para os indivíduos de media capacidade.


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